O objetivo deste estudo foi avaliar a biologia de lagartas de S. frugiperda em dietas artificiais à base de milho, que pode beneficiar o desenvolvimento do inseto.
Autores: Caio C. Truzi; José R. L. Pinto; Aline F. Torres; Natalia F. Vieira; Camila P. Cardoso; Gustavo O. de Magalhães; Alessandra M. Vacari; Sergio A. De Bortoli

Introdução
Spodoptera frugiperda é considerada praga chave da cultura do milho, entretanto as dietas artificiais padrões utilizadas para criação desse inseto em laboratório não utilizam milho em sua composição.
Objetivo
Neste contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a biologia de lagartas de S. frugiperda em dietas artificiais à base de milho, que pode beneficiar o desenvolvimento do inseto.
Metodologia
Foram avaliadas uma dieta padrão a base de feijão (D1), uma com a substituição do germe de trigo por farinha de milho (D2) e outra substituindo feijão por milho verde (D3). Lagartas recém-eclodidas foram individualizadas em placas de Petri (6 cm diâmetro), sendo 90 lagartas por tratamento, contendo cubos de dieta artificial (2 cm x 2 cm), trocados quando necessário.
Na fase adulta foram preparadas 5 gaiolas por dieta, onde foram liberados dois casais de S. frugiperda emergidos no mesmo dia. Os parâmetros biológicos avaliados nas diferentes dietas foram: período e viabilidade larval e pupal, peso de pupas de machos e de fêmeas, razão sexual, deformação de adultos e fecundidade.
Tabela 1. Composição das dietas artificiais utilizadas como alimento para Spodoptera frugiperda.
Resultados e Discussão
D1 proporcionou desenvolvimento do inseto semelhante a D3, com período larval e pupal mais curto, maior peso de pupas e maior sobrevivência até o final da fase pupal (15,6 e 15,3 dias; 11,6 e 11,3 dias; 253,3 e 258,5 mg; e 73,4 e 89,3%, respectivamente). Para D2 foi observado maior período larval (34,5 dias) e pupal (22,1 dias), além de menor sobrevivência (34,7%).
As dietas não influenciaram a razão sexual, que variou de 0,39 a 0,56, porém houve maior deformação em adultos em D2 (64,7%) em relação a D1 (6,4%) e D3 (2,9%). As fêmeas de D2 não ovipositaram, enquanto nas demais dietas não houve diferença, variando de 1746,3 a 1850,0 ovos/fêmea, respectivamente em D3 e D1.
Tabela 2. Características biológicas das fases larval e pupal de Spodoptera frugiperda em diferentes dietas artificiais.
Tabela 2. Características biológicas das fases larval e pupal de Spodoptera frugiperda em diferentes dietas artificiais.
Tabela 3. Características biológicas de adultos de Spodoptera frugiperda em diferentes dietas artificiais.
Conclusão
As dietas D1 e D3 são adequadas para criação de S. frugiperda em laboratório, permitindo o desenvolvimento do inseto com alta sobrevivência e elevada fecundidade, demonstrando que o uso de milho verde na dieta artificial é adequado para criação do inseto.
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Informações dos autores
Departamento de Fitossanidade, Universidade Estadual Paulista, 14884-900, Jaboticabal-SP, Brasil. E-mail: caio_truzi@hotmail.com
Disponível em: Anais do XXVII Congresso Brasileiro de Entomologia, 2018. Gramado, RS.