FECHAMENTOS DO DIA 13/05
A cotação de maio24, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,60 % ou $ 2,75 cents/bushel a $ 458,50. A cotação para julho24, fechou em alta de 0,59 % ou $ 2,75 cents/bushel a $ 472,50.
ANÁLISE DA ALTA
O milho negociado em Chicago fechou de forma mista nesta segunda-feira. Os ganhos do cereal foram apoiados na forte alta do trigo, que puxou as cotações de curto prazo do milho. Um movimento de cobertura de posições vendidas também deu suporte às cotações. Levantamento da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostrou na sexta que fundos de investimento reduziram em 56% seu saldo vendido em milho na semana até 7 de maio, de 213.115 para 93.777 lotes.
A redução dos estoques finais nos EUA pelo USDA na sexta-feira e o clima extremo no Brasil, com chuvas no sul e seca no centro-oeste, também deram suporte à cotação.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Menor ritmo de plantio nos Estados Unidos dita o ritmo de contratos, que sobem nesta segunda
Os principais vencimentos de milho fecharam o dia em variações positivas nesta segunda-feira (13). Entre notícias, mais preocupações a respeito da safrinha, além dos alagamentos que afetam boa parte do Rio Grande do Sul.
No cenário internacional, também houve alta, onde antes do relatório de progresso de milho ser divulgado nesta tarde, a expectativa era que a agência indicasse que a porcentagem de área plantada com milho subiu de 36% na semana anterior para 49% até 12 de maio. Analistas realizaram, no entanto, compras técnicas prevendo pouco avanço nos
próximos dias, em função das chuvas que se projetam para o cinturão norte-americano.
OS FECHAMENTOS DO DIA 13/05
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em variações positivas: o vencimento de maio/24 foi de R$ 58,72 apresentando alta de R$ 0,79 no dia, alta de R$ 0,48 na semana; julho/24 fechou a R$ 59,84 alta de R$ 0,91 no dia, alta de R$ 0,57 na semana; o vencimento setembro/24 fechou a R$ 63,47 alta de R$ 1,11 no dia e alta de R$ 1,98 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
CHINA DIZ QUE IMPORTAÇÃO DE MILHO SERÁ 10 MT MENOR DO QUE O USDA PREVÊ
A CASDE da China elevou a sua projeção de importação de 24/25 para 13 MT, o que representa uma queda de 6,5 MT em relação à projeção de 23/24. Grande parte disso é compensado devido ao aumento da produção, uma vez que o país aprovou recentemente diversas variedades OGM. O USDA estimou o total de importações do país em 23 milhões de toneladas no relatório WASDE da última sexta-feira, 10.
PARAGUAI-CHUVAS PREJUDICAM LAVOURAS DE MILHO NO PAÍS
O relatório semanal da União das Guildas de Produção (UGP) indica que as culturas de soja e milho foram as mais afetadas nas suas diferentes fases devido à longa seca e às chuvas registadas nas últimas semanas no país.
Essas condições impactaram tanto na qualidade quanto na quantidade da produção de oleaginosas e de milho, já que a falta de umidade, somada ao calor intenso e às chuvas muito diferenciadas marcaram o desenvolvimento das lavouras, enquanto o excesso de chuvas das últimas semanas atrasou a colheita e incentivou a propagação de pragas e doenças.
No Norte, há zonas críticas onde não será possível cobrir as despesas de investimento e, nas zonas onde o clima foi mais benevolente, os rendimentos são melhores, mas abaixo das expectativas, refere o relatório. Manuel Ocampos, técnico da Direção de Extensão Agrária de Vaquería, departamento de Caaguazú, explicou que a soja Safrinha está em colheita com rendimentos muito baixos. Enquanto o milho, 70% das lavouras que foram plantadas precocemente foram afetadas pela seca.
“Agora, com as chuvas consecutivas, 30% dos colhedores tardios podem ter uma colheita bastante boa”, acrescentou. Ele ressaltou que nesta situação será difícil cobrir as despesas de produção.
Por sua vez, Milton Abich, produtor e gerente da Coordenadoria Agrícola do Paraguai em Santa Rita, afirmou que há chuvas excessivas e é preciso otimizar o tempo de trabalho de campo entre os dias de sol e de chuva.
CROP PROGRESS-PLANTIO DA SAFRA DE MILHO
O plantio de milho nos Estados Unidos atingiu no último domingo 49% da área total prevista, avanço de 13 pontos porcentuais ante a semana anterior, disse nesta segunda-feira o Departamento de Agricultura do país (USDA), em seu relatório semanal de acompanhamento de safra.
Os trabalhos estavam em 60% na data correspondente do ano passado e em 54% na média dos cinco anos anteriores. A agência disse que 23% da safra tinha emergido, ante 25% um ano antes e 21% na média de cinco anos.
Fonte: T&F Agroeconômica
Acompanhe nosso site, siga nossas mídias sociais (Site, Facebook, Instagram, Linkedin, Canal no YouTube)