FECHAMENTOS DO DIA 28/08: A cotação para setembro23, referência para a nossa safra de inverno, fechou em alta de 1,65 % ou $ 7,75 cents/bushel a $ 478,50. A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 1,69 % ou $ 8,25 cents/bushel a $ 496,50.

CAUSAS DA ALTA: O milho negociado em Chicago fechou em alta nesse começo de semana. A perspectiva de redução de safra, mesmo que pequena em relação ao volume total, apontada pela expedição Pro Farmer deu suporte a cotação do cereal. O anúncio do USDA de uma venda de 123 mil toneladas para o México e o relatório de embarques, mostrando um aumento no comparativo semanal, foram o suporte pelo lado comercial do milho. Com poucas possibilidades de alterações no rendimento, o clima mais seco agora deve acelerar o início da colheita do milho nos EUA, o que pode pressionar os preços em um curto/médio prazo.

NOTÍCIAS IMPORTANTES:

EUA-NOVA VENDA PARA O MÉXICO: O USDA divulgou uma venda de 123 mil toneladas de milho nova safra para o México esta manhã por meio do sistema de relatórios obrigatórios.

EUA-EXPORTAÇÕES MENORES DE MILHO: O relatório semanal de inspeções de exportação do USDA registrou 597.144 toneladas de embarques de milho na semana encerrada em 24/08. Isso foi um aumento em relação aos 511 mil MT da semana passada, mas abaixo das 700 mil MT enviados durante a mesma semana do ano passado. O relatório semanal teve o total da temporada em 36.779 MMT (1.448 bbu).

COLHEITAS NA AMÉRICA DO SUL: Segundo Pátria Agronegócios, o Brasil colheu 82,8% da 2ª safra, ante 89,2% no ano passado. A BCBA estima que a área plantada da Argentina se expandirá quase 3% em relação ao ano anterior, para 7,3 milhões de hectares (16 milhões de acres).

EUA-SITUAÇÃO DAS LAVOURAS DE MILHO: O USDA informou, no final da tarde dessa segunda-feira, uma piora na qualidade do milho no comparativo semanal. Subiu para 17% o milho em condições pobre ou muito pobre, ante os 15%da semana anterior e 19% do ano anterior. Manteve em 27% em condições razoáveis, como na semana anterior e mesma faixa do ano anterior. O milho em boas ou excelentes condições caiu para 56%, ante os 58% da semana anterior e 54% do ano anterior. O milho adquirindo massa está em 88%, ante 78% da semana passada, 84% do ano anterior e acima dos 86% da média histórica. O milho enchendo grão está em 51%, ante 35% da semana passada, 44% do ano anterior e 49% da média histórica. O USDA ainda informou que 9% das lavouras estão em fase de maturação, ante 4% da semana anterior, 7% do ano passado e acima dos 8 % dos últimos 5 anos.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL

Com influência do dólar e Bolsa de Chicago, milho fecha de lado nesta segunda-feira.

CAUSAS DO MIX: As cotações de milho iniciaram o dia em queda nesta segunda-feira, para logo após descontarem as perdas, e ao final do pregão, fecharem praticamente estáveis. Na balança, a oscilação positiva na bolsa de Chicago e o auxílio – pelo menos aos primeiros momentos do pregão – do dólar ajudaram a manter os patamares do grão. Entre as principais agências do país, uma média de colheita apontada de 84,3% até o final da semana passada, o que seria cerca de 9,2 pontos percentuais se comparada ao ano passado. No plantio do milho verão, tem-se o apontamento de 7,2%, o que representa 2,8 pontos percentuais acima da temporada passada.

OS FECHAMENTOS DO DIA 28/08: Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam fechamentos mistos: o vencimento setembro/23 fechou a R$ 54,07, baixa de R$ -0,12 no dia e alta de R$ 0,57 na semana; o vencimento de novembro/23 foi de R$ 57,74, alta de R$ 0,45 no dia, alta de R$ 0,78 na semana; janeiro/23 fechou a R$ 61,60, alta de R$ 0,27 no dia, alta de R$ 0,78 na semana.

Fonte: T&F Agroeconômica



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