FECHAMENTOS DO DIA 29/08: A cotação para setembro23, referência para a nossa safra de inverno, fechou em baixa de -1,88 % ou $ -9,00 cents/bushel a $ 469,50. A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de -1,91 % ou $ – 9,50 cents/bushel a $ 486,75.
CAUSAS DA BAIXA: O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesse terça-feira. O USDA divulgou, após o fechamento da sessão de segundafeira, que 56% das lavouras de milhos estavam em bom estado. Apesar da redução em relação a semana anterior (58%) os valores estão acima do ano anterior (54%) e do esperado pelo mercado (55%) visto que o déficit hídrico ainda é persistente em parte das áreas plantadas. Apesar do USDA ter divulgado apenas os primeiros dados sobre o milho em maturação (9%), o percentual veio acima do ano anterior (7%) e acima da média histórica (8%). Soma-se a isso o clima quente e seco, que pode acelerar a maturação e adiantar o início da colheita do grão nos EUA, o que aumentou a pressão sobre o grão. Com isso o mercado optou por realizar os lucros recentes, o que fez a cotação recuar nessa terça-feira.
NOTÍCIAS IMPORTANTES:
BRASIL-EXPORTAÇÕES: A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou hoje suas estimativas para as exportações de milho. Os embarques do cereal devem somar 9 milhões de toneladas a 9,377 milhões de toneladas, ante 8,5 milhões de toneladas a 10,282 milhões de toneladas esperadas na semana passada. Na semana de 20 a 28 de agosto, os embarques de 2,157 milhões de toneladas de milho. Para a semana de 27 de agosto a 2 de setembro, o Brasil deve enviar ao exterior 2,085 milhões de toneladas de milho.
PARANÁ-COLHEITA DE MILHO: A colheita das lavouras de milho segunda safra no Paraná atingia até ontem (28) 63% da área no Estado, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado. O desempenho representa avanço de 15 pontos porcentuais em comparação com a semana anterior, quando 48% da área estava colhida. Das lavouras ainda a colher, 77% têm condições boas (80% na semana anterior), 21%, médias (18% na semana anterior) e 2% ruins, sem variação ante a semana anterior. Conforme o Deral, 99% das lavouras estão em maturação (97% na semana anterior) e 1% em frutificação (3% há sete dias).
RS-MILHO VERÃO: A produção gaúcha de milho de verão tende a crescer 53,24%, passando de 3,955 milhões de toneladas na safra 2022/23 para 6,061 milhões de toneladas no ciclo 2023/24. A área plantada deve recuar 0,70%, de 823,267 mil hectares para 817,521 mil hectares. Já a produtividade tende a ser 53,15% superior na comparação entre safras, para 7.414 kg por hectare em 2023/24 contra 4.841 kg por hectare na temporada passada. A produção de milho silagem tende a alcançar 14,240 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul na safra 2023/24, alta anual de 58,02%, estima a Emater. A área com milho silagem deve recuar 5,99%, para 364,291 mil hectares, enquanto a produtividade deve aumentar 67,75% para 39.088 kg por hectare.
CONGRESSO FERTILIZANTES-ATRASO NAS COMPRAS PARA SAFRINHA DE MILHO 23/24 PREOCUPA: O atraso na aquisição de fertilizantes para a segunda safra de milho 2023/24 é uma das maiores preocupações da indústria do setor neste momento. A afirmação foi feita ao Broadcast Agro pelo diretor nacional da Mosaic, Eduardo Monteiro, durante o Congresso da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). Segundo o executivo, o maior temor diz respeito à entrega do insumo no interior do Brasil, em regiões afastadas dos portos – em Mato Grosso, ele estimou que o atraso nas aquisições neste período do ano seja de 25% em relação a igual período do ano passado. Devido a gargalos logísticos, a chegada dos fertilizantes pode acontecer fora da janela ideal, avaliou o executivo. “Não há dúvida de que o plantio (do milho) vai ocorrer, mas se o agricultor deixar para decidir comprar de última hora, não haverá como atender”, advertiu. “Este é o nosso grande ponto de interrogação. Pela complexidade de logística e pela gestão de risco das empresas de fertilizantes que importam essa matéria-prima, talvez ele não tenha produto na janela adequada.”
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
Movimento de baixa persiste nesta terça, com milho refletindo cenário interno e avanço de colheita.
CAUSAS DO MIX: As cotações de milho tiveram leves baixas nesta terça-feira, em um movimento que refletiu a Bolsa de Chicago e projeções da Conab no avanço de colheitas. No cenário internacional, a pressão veio de Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou pioras na qualidade das lavouras do país. Segundo o mesmo, houve recuo de 58% para 56% no índice de lavouras em boas ou excelentes condições, enquanto o mercado esperava por 55%. No cenário doméstico, novos números da Conab apontam hoje que apenas 16% das lavouras no Brasil ainda esperam pela colheita. Para o órgão, da semana passada para cá, houve avanço de 78,8% para 84% na colheita – na mesma época do ano passado o índice era de 93,8%. Estados como Mato Grosso, Tocantins e Piauí encontram-se completamente colhido, enquanto outros como Paraná (48%), São Paulo (60%), e Mato Grosso do Sul (59%) ainda apresentam atividade de colheita em campo.
OS FECHAMENTOS DO DIA 29/08: Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam fechamentos mistos: o vencimento setembro/23 fechou a R$ 53,36, baixa de R$ -0,71 no dia e baixa de R$ -0,45 na semana; o vencimento de novembro/23 foi de R$ 57,20, baixa de R$ -0,54 no dia, baixa de R$ -0,21 na semana; janeiro/23 fechou a R$ 61,19, baixa de R$ -0,41 no dia, baixa de R$ -0,08 na semana.
Fonte: T&F Agroeconômica