Na última semana, o contrato corrente da soja em Chicago apresentou uma queda acentuada no comparativo semanal, com preço médio de US$ 15,08/bu, desvalorização de 3,61% ante a semana anterior. Para se ter noção da volatilidade do preço durante a semana, o valor da soja começou a segunda (29/08) cotado a US$ 15,35/bu e finalizou com queda de 1,57% (sexta-feira).
Esse cenário foi reflexo da divulgação do Pro Farmer Crop Tur (26/08), no qual foi observada uma melhora nas condições da safra norte-americana. Além disso, a estimativa de produção recorde dos EUA e a projeção de uma maior área de soja em detrimento do milho surpreenderam o mercado. Por outro lado, é importante destacar que as condições das lavouras da oleaginosa divulgadas pelo USDA vêm diminuindo desde o início da safra, reforçando a incerteza do mercado quanto à produção estimada pelo Departamento.
Confira os destaques do boletim:
- SOJA MT CAI: Acompanhando as cotações de contrato corrente da CME-Group, a soja mato-grossense sofreu uma redução de 3,34% na semana passada
- DÓLAR VALORIZA: Com a intenção do FED em manter os níveis da taxa de juros nos EUA, o investimento no dólar aumentou, resultando em uma valorização de 0,68% no câmbio.
- CEPEA RECUA: A alta do dólar conseguiu amenizar a queda nos preços da soja CBOT e do Prêmio porto, com isso o grão fechou a semana com preço médio de R$ 188,43/sc.
O mês de setembro é marcado pelo fim do vazio sanitário (15 de setembro) da soja e o início dos trabalhos nas lavouras em Mato Grosso.
A semeadura da oleaginosa começará de fato quando as primeiras chuvas (acima de 10 mm) voltarem a cair no estado. Segundo o TempoCampo, as precipitações para o acumulado dos próximos 30 dias apontam chuvas previstas de 25 a 50 mm em todo o estado, com maiores volumes nas regiões noroeste, norte e parte do médio-norte. A confirmação desse cenário poderá auxiliar o desenvolvimento inicial das plantas e favorecer a janela de cultivo para as culturas de segunda safra.
Por outro lado, é importante ressaltar que neste ano o estado está sob influência do fenômeno “La Niña”, que tem como característica atrasar as precipitações em MT. Por fim, com a indefinição do cenário climático neste momento e o levantamento feito com os informantes do Instituto, as projeções para a safra 22/23 foram mantidas para o estado.
Fonte: IMEA