FECHAMENTOS DO DIA: O contrato de soja para maio23 fechou em baixa de -0,84% ou $ -12,25 cents/bushel a $ 1506,50. A cotação de novembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de -0,83%, ou $ -11,00 cents/bushel a $ 1308,50. A cotação de maio24 fechou em baixa de -0,70% ou $ -9,25 cents/bushel a $ 1311,25. O contrato de farelo de soja para maio fechou em baixa de -1,45% ou $ -6,7 ton curta $ 454,4 e o contrato de óleo de soja para maio fechou em baixa de -0,34% ou $ -0,34/libra-peso a $ 55,36.

CAUSAS DA QUEDA: Queda em todo o complexo de soja nesse meio de semana. A alta do Dólar no Brasil nos últimos três dias levou os investidores a realizaram lucros em Chicago. Com o real voltando ao patamar acima dos R$ 5,00, as exportações brasileiras voltam a ser estimuladas e restringe a demanda por grão americano. O aumento da expectativa da ANEC para os embarques de soja para abril corroboram com esse cenário.

NOTÍCIAS IMPORTANTES DO DIA

ARGENTINA: Por que o dólar soja 3 não está gerando o fluxo de divisas que o governo esperava? O programa chamado Dólar Soja 3 não está tendo o sucesso que as versões anteriores tiveram. Até segunda-feira, em seus seis primeiros dias de vigência, o volume de soja negociado no mercado local era de apenas 776 mil toneladas, contra 1,8 e 4,7 milhões de toneladas que haviam sido negociadas na primeira semana do dólar soja 2 e 1, respectivamente. Além disso, na última semana antes do novo dólar da soja, foram comercializadas 500 mil toneladas, volume não muito inferior ao gerado pela medida do governo. Nos primeiros 7 dias de vigência do dólar soja 1 foram negociados 2,691 milhões de dólares, enquanto nos primeiros 7 dias do dólar soja 3 o valor acumulado é de 997 milhões de dólares, bem menos da metade. Um corretor local lista três razões para isto: a) a colheita só está começando e o agricultor não gosta de vender o que não colheu: b) já há um volume significativo de compromissos e ele está entregando primeiro o que está comprometido; c) é sentimento geral que este governo vai lançar o programa Dólar Soja 4 para não deixar nenhuma disponibilidade para o próximo governo. Por outro lado, todos acreditam que o próximo governo vai unificar o câmbio.

BRASIL-MAIS EXPORTAÇÕES: A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) aumentou sua projeção de embarques de soja em abril para 15,152 milhões de toneladas, ante 14,386 milhões de toneladas estimadas na semana passada. Em março, o País enviou ao exterior 14,421 milhões de toneladas de soja, segundo estimativa da associação. O dólar em alta ante o real também deve pressionar os preços porque tende a estimular as exportações brasileiras, principal concorrentes dos Estados Unidos no mercado de soja.

GIRO PELOS ESTADOS

RIO GRANDE DO SUL: Preços se estabilizam, alguns negócios ocorrem

CONTEXTO DO DIA: Mercado de soja no RS, nesta quarta-feira, foi mais ou menos uma cópia de terçafeira, com volume de 30.000 tons negociadas. Mesmo com preços de pedra nas cooperativas e cerealistas se mantendo alto (fora da realidade de mercado), comparado com o mercado de lotes, produtor não veio as vendas. NO PORTO: a indicação de preço para pagamento em maio é de R$ 149,00 sobre rodas no melhor momento. Isso representa alta de R$ 1,00/saca. NO INTERIOR: em Cruz Alta preço passa por queda de R$ 0,50/saca, indo a R$ 142,00. Em Ijuí vemos a mesma reação, com o preço subindo em R$ 1,00/saca e indo a R$ 141,50. Em Santa Rosa, assim como em São Luiz o preço passou por alta de R$ 1,00/saca e foi a R$ 142,00. Em Passo Fundo, por fim, o preço subiu em R$ 1,00/saca, indo a R$ 141,50.

SANTA CATARINA: Preço cai em R$ 4,00/saca, sem negócios efetuados

CONTEXTO DO DIA: Quedas seguem muito expressivas em Santa Catarina, com os problemas de armazenamento deixando o produtor em uma “sinuca de bico”, sem muito o que fazer se não vender a preços mais baixos. Segundo informações da região, o Estado ainda se encontra com cerca de 20% de soja a colher, mas não pode, pois não há onde colocar nesse primeiro momento. Como se não bastasse, os volumes saídos com maior frequência são para junho e não os mais próximos que de fato liberariam espaço. A janela de recebimento procurado pelos compradores agora é até 30 de maio. PREÇOS DE HOJE: No porto de São Francisco do Sul, o preço ficou a R$ 142,50 para abril com entrega imediata, marcando queda de R$ 4,00/saca.

PARANÁ: Dia praticamente sem variações de preços, peso dos negócios segue sobre as fixações

CONTEXTO DO DIA: Preços passam por dia mais ameno, quase que completamente sem variações. No mercado paranaense, a responsividade com o mercado exterior é muitas vezes mais precisa do que nas demais regiões, a dinâmica porto/exterior tem muito peso. Com isso, em dias em que dólar e CBOT básicamente se anulam, o mesmo tende a acontecer com o mercado. NO PORTO: cif Paranaguá a R$ 144,00 com pagamento em 30/04 e entrega em abril marcando alta de R$ 1,00/saca. NO INTERIOR: o mercado de soja spot Ponta Grossa registrou manutenção, seu preço segue a R$ 137,00. Nas demais posições de Cascavel, Maringá e Pato Branco, os valores marcaram também manutenção e seguem respectivamente a R$ 128,00, R$ 128,00 e R$ 127,00. NO BALCÃO: Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 135,00, marcando manutenção. AS COTAÇÕES INTERNACIONAIS: o complexo de soja foi predominantemente negativo no fechamento, com o grão de soja passando por baixa de -0,84%, o farelo em baixa de -1,45% e o óleo em baixa -0,61%. O dólar por sua vez, subiu expressivamente em 2,22% e sendo cotado a R$ 5,0866 ao fim do pregão.

MATO GROSSO DO SUL: Dia sem variações, negócios seguem parados

CONTEXTO DO DIA: Preços seguem parados no Mato Grosso do Sul, assim como no Paraná, á reação é bastante precisa com as variações de CBOT e dólar e quando ocorreu movimentos que se cancelam, os preços também não se movem no Estado. Apesar disso os negócios saíram muito bem em aproximadamente 30.000 toneladas hoje. PREÇOS DE HOJE: todos os preços marcaram manutenção – em Dourados, os preços foram cotados a R$ 132,00, em Maracaju a R$ 131,00, em Sidrolândia a R$ 130,00, em Campo Grande a R$ 132,00 e em Chapadão do Sul a R$ 129,00.

MATO GROSSO: Quedas gerais nas bases de R$ 2,50/saca, negócios saindo com lentidão

CONTEXTO DO DIA: muita volatilidade e movimentações lentas nos preços tem como resultado baixo interesse no mercado. Esta regra continua sendo a lei no MT que não vê melhora expressivas em suas negociações e observa quedas nos preços dos produtos dia a dia. O produtor segue segurando a oferta como pode, mas a situação se mostra difícil e os preços seguem em queda livre. PREÇOS PRATICADOS: os preços de hoje marcaram baixas variadas, com Campo Verde caindo em R$ 1,82/saca, indo a R$ 125,59. Lucas do Rio Verde a R$ 122,10 após baixa de R$ 2,51/saca. Nova Mutum a R$ 122,90, após baixa de R$ 2,17/saca. Primavera a R$ 126,27, após baixa de R$ 179/saca. Rondonópolis a R$ 128,22, após baixa de R$ 2,01/saca. Sorriso, por fim, a R$ 121,79, após baixa de R$ 2,47/saca

MATOPIBA: Novas quedas amenas nas bases de 2,00/saca

CONTEXTO DO DIA: negócios se mostram completamente travados, embora não estejam ocorrendo problemas na safra. Preços seguem marcando quedas amenas diante das perdas gerais do Brasil, no momento, com os maiores estados exportadores em cheque, não se vê muita expressão por parte dos Estados do Nordeste. PREÇOS PRATICADOS: Em Balsas, Maranhão, as cotações fecharam em R$ 121,70 com queda de R$ 0,30. No Porto Franco-MA o preço foi de R$ 128,00, com queda de R$ 2,00/saca. Em Pedro Afonso, que agora é a referência nas cotações, o preço foi a R$ 122,90, também com perda de R$ 2,00/saca. Uruçuí-PI encerrou o dia a R$ 160,00, marcando manutenção. Em Luiz Ricardo Magalhães, na Bahia, por fim, fechou a R$ 123,50, marcando queda de R$ 1,50/saca.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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