FECHAMENTOS DO DIA 25/09: O contrato de soja para novembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 0,12 %, ou $ 1,50 cents/bushel a $ 1297,75. A cotação de maio24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,23 % ou $ 3,00 cents/bushel a $ 1335,00. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,98 % ou $ 3,8 ton curta a $ 392,0 e o contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de -3,45 % ou $ -2,10/libra-peso a $ 58,75.
CAUSAS DA ALTA: A soja negociada em Chicago fechou em leve alta nessa segunda-feira. Após passar parte do dia no campo negativo, compras de oportunidade por parte dos Fundos de Investimentos elevaram as cotações antes do final da sessão. Os dados de inspeção semanal para exportação deram algum suporte aos preços, visto a alta de 12% no comprativo semanal, mas ainda no meio da faixa esperada pelo mercado. A fraca demanda do grão americano pela China segurou a possibilidade de uma alta robusta. A alta de quase 1% do farelo de soja também deu suporte ao grão.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-Óleo de soja é, agora, mais uma commodity energética do que agroalimentar: Em junho passado, o volume de óleo de soja destinado à produção de biodiesel nos Estados Unidos superou pela primeira vez na história daquela nação a quantidade desse produto utilizado em outras indústrias. Tais dados, publicados num relatório recente do USDA, implicam que o óleo de soja, considerando o seu destino final, é atualmente mais uma mercadoria energética do que uma mercadoria agroindustrial nos EUA. O crescimento da produção de biocombustíveis se dá graças ao biodiesel hidrotratado ou HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado), também chamado de “biodiesel renovável”, que possui composição praticamente equivalente à do óleo diesel de origem fóssil, permitindo sua utilização sem problemas em ambientes com temperaturas muito baixas, onde o biodiesel convencional pode apresentar problemas. Em janeiro de 2023, a capacidade de produção de HVO dos EUA atingiu 3 bilhões de galões por ano, ultrapassando pela primeira vez a capacidade convencional de produção de biodiesel nos EUA. “Desde 2021, a capacidade de produção de biodiesel renovável mais do que triplicou nos EUA. Durante o mesmo período, a capacidade de produção de biodiesel diminuiu 13%”, observa um relatório da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). Este ano, onze estados dos EUA relataram a presença de fábricas com capacidade de produção de biodiesel renovável em comparação com seis estados em 2022. “Um exemplo de estado com capacidade nova e crescente é o Texas, que não tinha indústrias de biodiesel renovável em janeiro de 2022, mas em janeiro de 2023 tinha uma capacidade de produção anual de 537 milhões de galões, a segunda maior depois da Louisiana”, acrescentou. Ao contrário do bioetanol e do biodiesel, onde os estados do Centro-Oeste têm a maior parte da capacidade nacional, mais de 60% da capacidade de produção de biodiesel renovável está localizada na Costa do Golfo. (Valor Soja)
EUA-AUMENTAM EXPORTAÇÕES: O USDA informou que o embarque de soja da semana foi de 481,6 mil toneladas (17,7 mbu), superior aos 430 mil MT da semana passada e 65% acima da mesma semana do ano passado. A China foi o principal destino da semana. O relatório mostrou que 1.285 MMT (47,2 mbu) foram enviados no ano comercial até 21/09.
EUA-SITUAÇÃO DAS LAVOURAS DE SOJA: O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que 73% da soja está em fase de quedas de folhas, ante 54% da semana passada, 60% do ano anterior e acima dos 62% da média histórica. Quantos as condições das lavouras dos 18 estados listados houve uma piora no quadro geral. A soja manteve em 18% em condições pobre ou muito pobre, como na semana anterior e 15% do mesmo período do ano passado. Subiu para 32% em condições razoáveis, ante os 30% da semana passada e dos 30% ano anterior. Já a soja em boas ou excelentes condições caiu para 50%, ante os 52% da semana anterior e abaixo dos 55% do ano passado. A colheita já começou em todos os estados, com 12% a área pretendida colhida, ante 5% da semana passada, acima dos 7% do ano anterior e dos 11% da média histórica.
GIRO PELOS ESTADOS
RIO GRANDE DO SUL: Semana termina sem expressão, negócios parados
CONTEXTO DO DIA: Mercado viveu um dia sem novidades. Nos EUA colheita andado, e no BR vive-se a expectativa de plantio da nova safra. Preços lateralizaram. Compradores com demandas agora, somente para o outubro, logística de setembro para porto, tomada. NO PORTO: No porto melhor preço do dia foi de R$ 153,50 para 18 de outubro. NO INTERIOR: em Cruz Alta o preço segue a R$ 145,00. Em Ijuí o valor foi a R$ 145,00 após queda de R$ 0,50/saca. Em Santa Rosa, assim como em São Luiz o preço segue a R$ 144,00. Em Passo Fundo, por fim, o preço foi de R$ 145,00. SANTA CATARINA: Dia de quedas consideráveis, negócios seguem parados CONTEXTO DO DIA: Preços marcam queda expressiva em mais um dia sem expressão no Estado de Santa Catarina, o produtor segue sem nenhuma pressa de movimentar seus estoques agora com demanda apenas para outubro. PREÇOS DE HOJE: No porto de São Francisco do Sul, o preço ficou a R$ 143,00 marcando queda de R$ 2,00/saca.
PARANÁ: Dia de quedas de até R$ 4,00/saca no interior, negócios não se movem
CONTEXTO DO DIA: Negócios seguem na apatia costumeira, com preços se repetindo em mais um dia desinteressante para o produtor. O produtor segue sem tomar uma decisão que reflita no mercado, não há expressão nenhuma em direção a soja, que não está mais incomodando os armazéns. NO PORTO: cif Paranaguá marcou manutenção ainda a R$ 141,00 com pagamento em 31/10 e entrega em agosto. NO INTERIOR: o mercado de soja spot Ponta Grossa marca pequena valorização de R$ 1,00/saca, indo a R$ 138,00. Nas demais posições, quedas mais expressivas, com Cascavel a R$ 136,00 após queda de R$ 1,50/saca, Maringá a R$ 137,50 após quedas de R$ 1,50/saca e Pato Branco a R$ 136,50, caindo mais em R$ 4,00/saca. NO BALCÃO: Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00, marcando manutenção. AS COTAÇÕES INTERNACIONAIS: o complexo de soja foi marcado por movimentações divididas que não representaram muita mudança no mercado em termos reais. O grão de soja passou por alta de 0,12%, o farelo em alta de 0,98% e o óleo em baixa de 3,45%. O dólar por sua vez marca alta de 0,68%, sendo cotado a R$ 4,9662 ao fim do pregão.
MATO GROSSO DO SUL: Preços se dividem no Mato Grosso do Sul, escoamento segue quase parado
CONTEXTO DO DIA: Para iniciar a semana, mercado do Mato Grosso do Sul passa por um dia dividido, com algumas posições marcando quedas e outras subindo em um ritmo que representa mais o mercado se ajustando do que movimentações lógicas, não houve novos acontecimentos que expliquem tais movimentos. PREÇOS DE HOJE: em Dourados os preços foram cotados a R$ 127,00 com alta de R$ 3,00/saca. Em Maracaju o preço foi a R$ 126,00 com alta de R$ 3,00/saca. Em Sidrolândia o preço foi a R$ 125,00 com baixa de R$ 1,00/saca. Em Campo Grande o preço foi a R$ 127,00 com queda de R$ 0,50/saca e em Chapadão do Sul o preço foi a R$ 124,00 com alta de R$ 1,00/saca.
MATO GROSSO: Negócios parado assim como os preços
CONTEXTO DO DIA: Regiões de Mato Grosso marcam manutenção geral de preços, com o produtor continuando completamente parado em termos de negociações. Pode-se dizer que o panorama é de preços se adequando ao contexto do mercado, após duas sessões de altas as vendas não aumentaram e os preços congelaram. PREÇOS PRATICADOS: Campo Verde a R$ 124,75. Lucas do Rio Verde a R$ 119,70. Nova Mutum a R$ 120,50. Primavera a R$ 125,35. Rondonópolis a R$ 128,00. Sorriso, por fim, a R$ 118,80.
MATOPIBA: Preços parados, níveis mínimos de escoamento
CONTEXTO DO DIA: Como visto na maioria das regiões do Brasil, o complexo do MATOPIBA segue extremamente parado, com níveis mínimos de comercialização e apenas em regiões específicas, tornando a tarefa de saber exatamente o quanto está sendo escoado praticamente impossível, sabe-se apenas que não houve avanço expressivo no nível de comercialização desde o último senso. PREÇOS PRATICADOS: No dia de hoje foi vista apenas uma alta em LAM-BA, com as demais posições se mantendo paradas – Balsas a R$ 118,00. No Porto Franco-MA o preço foi de R$ 125,00. Em Pedro Afonso, que agora é a referência nas cotações, o preço foi de R$ 122,00. Uruçuí-PI encerrou o dia a R$ 110,00 sem se mover. Em Luiz Ricardo Magalhães, na Bahia, por fim, fechou a R$ 123,80 com alta de R$ 0,80/saca.
Fonte: T&F Agroeconômica