ANÁLISE SEMANAL DA TENDÊNCIA DE PREÇOS
FATORES DE ALTA
a) Relatório favorável do USDA: projeções de safra e estoque nos Estados Unidos, que ficaram abaixo do esperado e estoques globais, o USDA projetou 312,3 milhões de toneladas ao fim de 2024/25, abaixo da expectativa do mercado, de 317,4 milhões de toneladas. A estimativa para 2023/24 foi reduzida para 313,1 milhões de toneladas;
b) Redução da produção brasileira de milho: a produção brasileira de milho em 2023/24 foi reduzida de 124 milhões para 122 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 122,5 milhões de toneladas. A expectativa para a produção de milho na Argentina foi reduzida de 55 milhões para 53 milhões de toneladas, enquanto os analistas estimavam um corte maior, para 52 milhões de toneladas.
c) Clima quente e seco no Brasil e as perdas causadas pela cigarrinha-do-milho na Argentina também são fatores altistas no momento;
d) No Brasil, boa demanda do setor de carnes, que está mantendo os preços Cepea em alta de 1,64% no mês, 1,34% na semana e 1,19% nesta sexta-feira.
FATORES DE BAIXA
a) Baixos preços de exportação (vide nossa tabela de custos de exportação abaixo), que estão projetando preços líquidos ao redor de R$ 49,30/saca, contra um custo de produção da segunda safra de R$ 70,23. Se o Brasil não escoar os 31 MT previstas para esta temporada, este milho vai sobrar no mercado interno, continuando a manter os preços ainda mais pressionados.
MILHO fechou o dia e a semana em alta com dados positivos do relatório de oferta e demanda
FECHAMENTOS DO DIA 10/05
A cotação de maio24, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 2,947 % ou $ 13,00 cents/bushel a $ 455,75. A cotação para julho24, fechou em alta de 2,90 % ou $ 13,25 cents/bushel a $ 469,75.
ANÁLISE DA ALTA
O milho negociado a bolsa de Chicago fechou o dia e a semana em alta. Um relatório do USDA positivo de forma geral para o milho, recuperou a cotação do cereal das perdas das três sessões anteriores. Projeções de safra e estoque nos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado, assim como os estoques globais. A redução na safra brasileira e argentina também deram suporte a alta. Com isso, o milho acumulou alta de 2,06% ou $9,50 cents/bushel ao longo da semana.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Com menor oferta de milho estimada pelo USDA e enchentes no RS, milho termina a semana em alta
Os principais vencimentos de milho fecharam o dia em variações positivas nesta sexta-feira (11). No Brasil, o cenário foi de uma semana de sustentação nos preços, impulsionada pela movimentação cambial favorável e pela apreensão com a oferta local, especialmente no Rio Grande do Sul. Nesta sexta feira, ainda, a menor oferta do cereal divulgada pelo USDA deu maior apoio às altas. O relatório, no entanto, foi considerado neutro por analista, já que:
- 1) a redução na produção dos EUA é pequena, o que não deve ter impacto significativo no mercado global;
- 2) houve aumento nos estoques dos EUA, o que pode amenizar o impacto da menor produção;
- 3) apesar das reduções no Brasil, o país deve entregar uma das maiores safras já vistas, em termos de produção.
OS FECHAMENTOS DO DIA 10/05
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em variações positivas: o vencimento de maio/24 foi de R$ 57,93 apresentando alta de R$ 0,02 no dia, alta de R$ 0,78 na semana; julho/24 fechou a R$ 58,93, alta de R$ 0,14 no dia, alta de R$ 0,71 na semana; o vencimento setembro/24 fechou a R$ 62,36, alta de R$ 0,15 no dia e alta de R$ 2,35 na semana.
Fonte: T&F Agroeconômica
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