Na última semana (18/05 a 22/05), as cotações do óleo de soja em Chicago exibiram valorização de 1,13% quando comparada à semana anterior e encerraram o período na média de US$ 75,03/lb. Esse movimento foi sustentado pelo fortalecimento das perspectivas para a demanda de biocombustíveis nos EUA, após revisões positivas nas projeções de produção de biodiesel e HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) para 2026, divulgadas pela EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA).
Além disso, a alta de 2,50% nos preços do petróleo Brent também contribuiu para ampliar a atratividade do óleo vegetal frente aos combustíveis fósseis. Por outro lado, os preços do farelo de soja recuaram 1,31% ante a semana passada, cotado na média de US$ 331,70/t. Esse movimento é reflexo da expectativa de maior oferta global do proteico, diante da ampla disponibilidade de soja e da maior demanda por óleo de soja para biocombustíveis, fator que tende a elevar o processamento da oleaginosa e a oferta de farelo.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: o preço da soja corrente em Chicago teve valorização de 0,25% frente à semana passada, movimento sustentado pelo reposicionamento de traders e fundos antes do feriado nos EUA.
- VALORIZAÇÃO: diante do aumento das preocupações do mercado com o cenário fiscal brasileiro, a moeda norte-americana teve incremento de 1,40% no comparativo semanal.
- AUMENTO: o indicador Cepea encerrou o período na média de R$ 129,76/sc, alta de 0,37% em relação à semana passada.
Margem bruta de esmagamento de soja em Mato Grosso cresce 5,79% em abr/26.
Com a maior oferta de soja gerando pressão sobre os preços do grão no estado, aliada à valorização do óleo e do farelo de soja, a margens das indústrias fechou na média de R$ 694,12/t. Esse cenário favoreceu a rentabilidade do setor, mantendo o indicador entre os maiores níveis observados para o período nos últimos cinco anos.
Apesar da margem positiva no mês, o volume processado em abr/26 exibiu recuo de 2,24% ante a mar/26, totalizando 1,20 mi de t esmagadas, reflexo de paradas programadas para manutenção em algumas indústrias. Por outro lado, no acumulado de jan a abr/26, o esmagamento de soja em MT alcançou 4,50 mi de t, alta de 3,79% em relação ao mesmo período de 2025.
Por fim, nas três primeiras semanas de mai/26, a margem bruta apresentou recuo de 7,22% ante o mesmo período de abr/26, ficando na média de R$ 650,33/t, pressionada pela queda nas cotações dos coprodutos em MT.
Fonte: IMEA




