Os cultivos estão em fase inicial de semeadura, com ritmo condicionado pela elevada umidade dos solos e pela ocorrência de chuvas, que têm limitado o acesso do maquinário e, em alguns locais, prejudicado as condições de plantabilidade. As áreas já implantadas evoluem para os estádios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo, favorecidas por temperaturas mais elevadas, registradas no início do período.

Nas regiões onde houve maior abertura de janela operacional de plantio indicado pelo ZARC, especialmente no Noroeste, a semeadura avançou de forma mais expressiva. Já em localidades mais frias ou com maior persistência de umidade, a implantação ainda ocorre de modo pontual.

Foram intensificados os preparativos de pré-plantio, e a expectativa é de aceleração da semeadura à medida que aumentam os períodos de baixa precipitação. Nas primeiras áreas
emergidas, foram observados insetos sugadores, especialmente cigarrinhas e percevejos, com necessidade de intervenções de controle em parte das lavouras.

A área de milho a ser cultivada no Estado na Safra 2026/2027 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. As projeções iniciais apresentam tendência de aumento de área cultivada.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura apresenta pequeno atraso, mas, em São Borja, Manoel Viana, Maçambará e Alegrete, já há áreas implantadas. Em São Borja, foram semeados 2.500 hectares, diante de uma expectativa de 25.000 hectares para a safra. A continuidade da implantação depende de maior sequência de dias de tempo seco, preferencialmente com boa disponibilidade de radiação solar para favorecer a eficiência das operações de dessecação.

Na de Caxias do Sul, foram iniciadas as operações de preparo do solo, especialmente a dessecação. A previsão de início da semeadura é durante setembro, conforme indicado no ZARC.

Na de Ijuí, a semeadura abrange aproximadamente 20% da área projetada. As primeiras áreas implantadas estão em emergência. O plantio foi executado apenas em janelas de baixa umidade. Foram observados percevejos e cigarrinhas, demandando aplicações de inseticidas. Com a diminuição de umidade no solo, a expectativa é de aceleração da implantação.

Na de Santa Rosa, 47% das lavouras foram semeadas. A redução de área destinada ao trigo favoreceu a antecipação da implantação e a provável expansão da área de milho. Nas áreas emergidas, foi registrada pressão expressiva de cigarrinha-do-milho, com população de até sete insetos por planta, obrigando os produtores a realizarem o controle da praga.

Na de Soledade, nas áreas de menor altitude e de temperaturas mais baixas, como em Rio Pardo e General Câmara, a semeadura do milho supera 50%. No Alto da Serra do Botucaraí
e no Centro Serra, a implantação ocorre de modo pontual. Considerando a região como um todo, estima-se que 12% da área esteja semeada.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,53%, passando de R$ 59,32 para R$ 60,23.

Fonte: Emater/RS


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FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Informativo Conjuntural 1934

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