Durante o ciclo de desenvolvimento do trigo, algumas lagartas podem acometer a cultura, causando danos que variam desde a desfolha das plantas, consumo de plântulas, redução do estande de plantas a danos em órgãos reprodutivos das plantas dependendo da espécie da lagarta e grau de infestação.  As lagartas mais comuns que acometem o trigo são a lagarta-do-trigo (Pseudaletia adultera e Pseudaletia sequax) e a lagarta-militar (Spodoptera frugiperda).

Conforme destacado por Joris et al. (2022), normalmente as espécies de Pseudaletia spp. são mais comuns no final do inverno e início da primavera, enquanto a S. frugiperda ocorre geralmente no outono, principalmente nas regiões de frio menos rigoroso. A S. frugiperda, costuma causar danos principalmente no período de estabelecimento da cultura, atacando plântulas, consumindo folhas e, em casos severos, reduzindo estande de plantas. Já as lagartas de Pseudaletia spp. também têm hábito filófago, porém costumam causar maiores danos em órgãos reprodutivos (Joris et al., 2022).

Figura 1. Lagarta-do-trigo (Pseudaletia adultera e Pseudaletia sequax).

Fonte: SENAR

Figura 2. Spodoptera frugiperda.

Fonte: MARSARO JÚNIOR, Alberto Luiz

Pereira; Salvadori; Lau (2010) destacam que ambas as espécies de Pseudaletia podem ocorrer na lavoura de trigo, de forma isolada ou simultânea, normalmente sendo vistas a partir do espigamento da cultura, até a maturação e colheita do trigo. Normalmente, essas lagartas atacam as espigas do trigo, onde destroem as aristas e espiguetas, podendo cortar a base de espiga e derruba-la ao solo. Essas lagartas apresentam maior atividade durante a noite e dias nublados, permanecendo enroladas no solo em rachaduras ou sob torrões e restos culturais durante o dia.

A Spodoptera frugiperda por sua vez, ocorre normalmente na fase inicial do desenvolvimento da cultura do trigo, desde a emergência até o afilhamento, possui habito similar ao da lagarta-do-trigo, se abrigando no solo nas horas mais quentes do dia. A praga consome plântulas, causando atraso no desenvolvimento da lavoura e redução do estande de plantas (Pereira; Salvadori; Lau., 2010).



Ambas as espécies de lagartas apresentam similaridades e particularidades, sendo necessário conhece-las para melhor definir estratégias de monitoramento e controle dessas pragas no trigo. Para embasas a tomada de decisão frente a necessidade de realizar aplicações de inseticidas na parte aérea do trigo para controle, existem alguns critérios pré-estabelecidos, podendo esses, serem observados na tabela 1.

Tabela 1. Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de lagartas em trigo.

Fonte: Joris et al. (2022)

Veja mais: Tomada de decisão no controle de pulgões em trigo


Referências:

JORIS, H. A. W. et al. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRA 2022. 14° Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, Fundação ABC e Biotrigo Genética, 2022. Disponível em: < https://www.conferencebr.com/conteudo/arquivo/informacoes-tecnicas-para-trigo-e-triticale–safra-2022-1649081250.pdf >, acesso em: 14/07/2022.

PEREIRA, P. R. V. da S.; SALVADORI, J. R.; LAU, D. TRIGO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Senar – PR, Embrapa Trigo, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/887068/trigo-manejo-integrado-de-pragas >, acesso em: 14/07/2022.

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