Por competir com plantas cultivadas por água, radiação solar, nutrientes do solo e servir como ponte verde para pragas e doenças que posteriormente atacam e incidem sobre as culturas, a presença de plantas daninhas é altamente indesejável. Em soja, dentre as principais plantas daninhas destacamos o campim-amargoso (Digitaria insularis) e a buva (Conyza spp.), velhas conhecidas com elevado potencial de danos.

Entretanto, nas últimas safras um gênero de plantas daninhas vem se destacando e ganhando espaço nos campos de produção de soja, trata-se do Amaranthus spp. Cujas plantas são popularmente conhecidas como caruru. Dependendo da espécie de caruru presente na área, 1(uma) planta/m² pode causar redução de produtividade de até 32% (Klingaman & Oliver, 1994).

Tendo em vista o elevado potencial do caruru em causar danos e seu crescente surgimento em áreas de cultivo, a Equipe Mais Soja em parceria com a SUMITOMO CHEMICAL preparou para você uma série de materiais e conteúdos sobre essa temida planta daninha, onde Professores e Pesquisadores irão tratar dos principais aspectos relacionados ao caruru, seu manejo e controle.

Mas por que o caruru passa a ser um problema importante na agricultura?

Conforme destacado por Mauro Rizzardi, Professor da Universidade de Passo Fundo, o caruru possui uma elevada capacidade de disseminação, característica proporcionada por sua alta produção de sementes as quais são facilmente dispersadas. Segundo Cortés (2015), uma planta de Amaranthus hibridus pode produzir até 200 mil sementes. Já o Amaranthus palmeri (caruru gigante), conforme destacado por Rizzardi, pode produzir até mais de 1milhão de sementes por planta, sementes estas que são facilmente disseminadas por Colhedoras, implementos agrícolas, sementes contaminadas, pássaros e bovinos.

Figura 1. Sementes de caruru (Amaranthus spp.).

Dentre as principais espécies de caruru presentes em território brasileiro podemos destacar o Amaranthus hybridus var. paniculatus; Amaranthus hybridus var. patulus; Amaranthus palmeri e Amaranthus retroflexus. Por enquanto o caruru-gigante (Amaranthus palmeri) é considerada uma praga quarentenária do estado do Mato Grosso, onde o primeiro relato da presença da daninha ocorreu no ano de 2015 (Gazziero & Silva., 2017).

Figura 2. Espécies do gênero Amaranthus. A – Amaranthus hybridus var. paniculatus; B – Amaranthus hybridus var. patulus; C – Amaranthus palmeri; D – Amaranthus retroflexus.

Aliada a elevada produção de sementes e dispersão facilitada das mesmas, Mauro Rizzardi destaca que o contínuo fluxo de emergência do caruru ao longo do ciclo da cultura cultivada torna o controle dele extremamente difícil em pós-emergência. Na região Sul do Brasil por exemplo, os fluxos de emergência podem ter início em outubro e se estender até março.  Além disso, apresenta uma elevada taxa de crescimento, onde dependendo da espécie, uma planta de caruru pode crescer de 4 a 5 cm.dia-1, fato que aliado a alta produção de biomassa da daninha contribui para o aumento da sua habilidade competitiva.



Tendo em vista os aspectos observados, as características do caruru, por si só, já o tornam uma planta daninha com elevada capacidade de infestação de áreas de produção, causando sérios danos a cultura da soja, aliado a isso, a existência de poucas opção de produtos para controle do caruru em pós emergência na cultura da soja, fazem do Amaranthus spp. uma preocupante planta daninha na agricultura brasileira.

Confira o vídeo abaixo com as dicas e contribuições do Professor da Universidade de Passo Fundo Mauro Rizzardi. Fique ligado nesta quinta-feira 13.05.21, AO VIVO a partir das 20h, tem mais MISSÃO CARURU, clique aqui e ative a notificação!


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Referências:

CORTÉS, E. ALTERNATIVAS DE CONTROL DE Amaranthus hybridus L. Kunth “Yuyo colorado”. Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuaria, Hoja de información Técnica, N. 46, 2015. Disponível em: < https://www.aapresid.org.ar/blog/alternativas-para-control-de-amaranthus-hybridus-yuyo-colorado/ >, acesso em: 11/05/2021.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/159778/1/Doc-384-OL.pdf >, acesso em: 11/05/2021.

KLINGAMAN, E. T.; OLIVER, L. R. Palmer Amaranth (Amaranthus palmeri) Interferência na soja (Glycine max). Weed Science, vol. 42, n. 4, 1994. Disponível em: < https://www.jstor.org/stable/4045448?seq=1 >, acesso em: 11/05/2021

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