A forte alta de 1,15% do dólar, nesta sexta-feira, suplantou a queda de 0,96% na cotação do milho em Chicago voltou a dar suporte aos exportadores no Brasil, aumentando a disputa pelo produto interno com os compradores locais, que não querem aumentar muito o seu preço médio de compra. Com isto, os preços voltaram a avançar 0,20% em Campinas, principal praça de referência do país, para R$ 35,96/saca, aumentando para 0,62% o ganho mensal de agosto. O avanço semanal foi de 1,30%.
Os preços oferecidos pela exportação, para vendedores distantes 600 km do porto, subiu para R$ 30,61 (30,54 do dia anterior) para setembro, R$ 32,69 (32,23) para dezembro e R$ 34,09 (33,61) para março de 2020.
Já os milhos importados do Paraguai chegariam ao Oeste do Paraná ao redor de R$ 32,91 (32,53 anterior); ao Oeste de Santa Catarina ao redor de R$ 36,39 (35,97) e ao Extremo Oeste de SC ao redor de R$ 35,89 (35,48)/saca. O milho argentino a R$ 51,17 (50,65) e o americano a R$ 57,68 (56,86) no oeste de SC.
Com relação aos preços dos principais consumidores de milho, os preços do frango permaneceram inalterados no dia, reduzindo as perdas do mês para 1,91 (2,38 %)% no acumulado do mês; os preços dos suínos também permaneceram inalterados no dia, mantendo também o acumulado do mês em -8,33%. Por sua vez os preços dos bovinos voltaram a subir 0,68% (0,23%) no dia, aumentando o acumulado do mês para 2,16% (1,47%).
RONDA DOS ESTADOS: No Sul as vendas foram para as indústrias; no Centro-Oeste, para exportação
No RS houve alguns negócios entre R$ 37,50/38,00 no interior para indústria local , mas, a maior parte do tempo o mercado esteve travado, Os compradores estão razoavelmente abastecidos, com milho adquirido de outros pesados antes da safra e compram novos lotes apenas quando baixa o estoque, porque a disponibilidade é grande, embora o RS tenha os maiores preços do país.
Em SC, outro estado com grande demanda, os preços ao produtor permaneceram inalterados em Canoinhas (R$ 31,00) e Chapecó (R$31,25), mas caíram 1,54% em Concórdia (R$32,00) e Mafra (R$ 31,00). Já no mercado de lotes os preços também permaneceram inalterados em Canoinhas (R$ 38,00) Chapecó (R$ 38,00) e caíram 1,22% em Concórdia (R$ 40,50) e Mafra (R$ 39,30).
No PR as fábricas dos Campos Gerais pagaram R$ 35,00 CIF e a exportação ofereceu R$ 36,00/37,00 no Porto. Milho futuro teve preços de R$ 34,00 úmido em Ponta Grossa ou R$ 36,00 a 37,00 limpo e seco posto fábricas da região. Na região norte vendedor, que estava recuado e vendo preço subir, agora está vendendo algo e aguardando a definição da safra americana. A colheita do milho Safrinha está acabando. De um modo geral a comercialização esteve muito travada, diante da grande disponibilidade existente.
Em SP os preços do milho no mercado físico encerram a semana inalterados. Localmente, tanto compradores quanto vendedores estão fora do mercado, apenas testando as cotações. Enquanto produtores seguram suas cargas exigindo preços maiores na exportação, granjas e industrias possuem bons estoques e programação de cargas para receber. Assim, os agentes apenas “assistem” o mercado externo e a movimentação da taxa de câmbio.
Lá fora, a novidade fica por conta do novo anuncio de tarifação chinesa para com os produtos norte americanos na manhã de hoje (23). Com a medida de retaliação, a China vai impor uma tarifa adicional de 5% sobre a soja dos Estados Unidos e de 10% sobre a carne bovina e suína do país em 1º de setembro. Em 15 de dezembro, entra em vigor uma tarifa adicional de 10% sobre o trigo, o milho e o sorgo dos EUA. Além de causar grande volatilidade nos produtos agrícolas, o fato gera, também, volatilidade nas moedas.
No MS a comercialização do milho foi fraca, apenas umas 20.000 toneladas foram negociadas nesta semana, na casa de R$ 28,00/saca em Dourados. Mercado de milho para 2020 quieto.
No MT foram negociadas cerca de 30.000 toneladas de milho para as usinas locais de etanol e outros destinos do mercado interno e outras 30.000 toneladas para exportação. Milho da safra 2019/2020 teve comercialização bem lenta, com apenas 15.000 tons negociadas, no mercado interno. Na exportação liquidação nada atrativa, entre R$ 21,00 a 25,00/saca.
Em GO de milho da safra 2019 foram negociadas 11.000 toneladas. Já da safra 2020 o volume foi quase 10 vezes mais, cerca de 106.000 tons. Os preços ficaram ao redor de R$ R$ 28,00/saca em Brasília, R$ 28,00 em Cristalina, R$ 27,00 em Formosa, R$ 29,0 em Goiânia e R$ 27,00 em Rio Verde.
Na BA os preços atravessaram a semana inalterados em R$ 31,00 no extremo Oeste, com poucos negócios, porque os agricultores pediam preços maiores do que os oferecidos, tanto elas indústrias, como pela exportação.
Fonte: T&F Agroeconômica