Segundo os dados do projeto CPA-MT, o custeio do milho para a temporada 25/26 ficou em R$ 3.131,05/ha, redução de 1,08% ante jan/25. Essa queda nos custos foi impulsionada principalmente pela redução nos gastos com sementes, mão de obra e fertilizantes, que tiveram quedas de 4,99%, 0,56% e 0,55%, respectivamente. Com o reajuste no custeio, o COE para o ciclo 25/26 recuou 0,85% em relação ao mês anterior, sendo projetado a R$ 4.605,77/ha.
Em relação ao COT, esse totalizou R$ 5,193,36/ha para a temporada, diminuição de 0,75% ante jan/25. Além disso, com a queda de 0,67% no custo de oportunidade, o CT recuou 0,74%, atingindo R$ 6,463,97/ha.
Por fim, para que o produtor consiga cobrir suas despesas com o COE da safra 25/26, considerando o preço comercializado do último mês (fev/25) de R$ 41,82/sc, é necessário que o rendimento do milho atinja, pelo menos, 110,12 sc/ha, produtividade que se mantém dentro das médias históricas para a cultura.
ALTA: com a oferta do cereal escassa no estado, o preço do milho em MT apresentou incremento de 3,02% ante a semana passada, sendo cotado na média de R$ 71,26/sc.
BAIXA: a cotação do dólar compra PTAX MT apresentou redução de 1,94% no comparativo semanal, motivada principalmente por fatores externos. R$ 5,69/US$ -1,94%.
SEMEADURA: os trabalhos a campo do milho em MT apresentaram avanço de 0,46 p.p. na última semana, totalizando 99,94% da área prevista para a temporada.
Segundo o Imea, o preço do milho disponível compra em MT atingiu margens que não eram observadas há 2 anos e 9 meses
Durante a semana, o preço do milho atingiu sua maior precificação em 2025, sendo negociado a R$ 71,73/sc no dia 21/03. Com isso, a média semanal ficou em R$ 71,26/sc, valor que não era registrado desde a semana de 13/06/22 a 17/06/22, quando estava cotado a R$ 70,79/sc, período da pandemia, ou seja, há 2 anos e 9 meses.
Além disso, quando comparado com os preços da mesma semana do ano passado, a cotação do cereal está 109,01% acima. Esse cenário é reflexo da menor disponibilidade de milho em MT, devido à queda na produção da safra 23/24 em relação a 22/23, aliada à demanda aquecida, que continuou pressionando as cotações, especialmente neste início de ano.
Por fim, espera-se que, nas próximas semanas, as cotações permaneçam sustentadas devido ao período de entressafras no estado.
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Fonte: Imea