FECHAMENTOS DO DIA 17/02: O contrato de soja para janeiro23 fechou em alta de 0,05% ou $ 0,75 cents/bushel a $ 1527,25. A cotação de maio23, que já está sendo negociada no Brasil, fechou em alta de 0,06%, ou $ 1,0 cents/bushel a $ 1522,25. A cotação de maio24 fechou em alta de 0,16% ou $ 2,50 cents/bushel a $ 1372,75. O contrato de farelo de soja para março fechou em queda de 0,06% ou $ 0,3/ton curta $ 491,1 e o contrato de óleo de soja para março fechou, em queda de 0,63% ou $ 0,39/libra-peso a $ 61,51.
CAUSAS DA LEVE ALTA: Compras de hedge, antes de 3 dias sem mercado e incertezas devido ao clima na Argentina, sustentaram os valores. Novos ajustes nos rendimentos e na produção não estão descartados. Pelo contrário, os rendimentos da farta colheita no Brasil, petróleo em queda e dólar firme condicionaram a evolução dos preços. Também os feriados nos EUA (segunda-feira) e no Brasil (terça-feira) fizeram os investidores ficarem cautelosos diante de um período tão prolongado em um mercado dominado pelo clima.
NOTÍCIAS IMPORTANTES DO DIA 17/02
LICITAÇÃO DA COREIA DO SUL: A NOFI da Coréia do Sul está no mercado por 60k MT de farelo de soja.
EUA-PROJEÇÃO 10 ANOS -SOJA: O ERS divulgou suas projeções de 10 anos para a soja, sugerindo que a área de linha de base de 23/24 seria de 87 milhões com um rendimento de 52 bpa. As ações cresceriam um pouco para 226 mbu, com um preço à vista de US$ 13. Até o final da década, o esmagamento é visto trabalhando acima de 2,5 bbu/ano, com as exportações mantidas entre 2 – 2,2 bbu/ano. Este modelo não parece refletir totalmente novas plantas de esmagamento que devem ser concluídas entre 2023 e 2026. Suas projeções de longo prazo plantaram uma área estável perto de 87 milhões de acres, com melhorias de linha de tendência para rendimento e estoques limitados perto de 310 mbu.
TRADINGS DE GRÃOS CRIAM JOINT VENTURE PARA O SETOR DE TRANSPORTES: Assim como fizeram há um ano e meio na criação de uma plataforma para contratação de fretes, as principais tradings agrícolas do mundo voltaram a se unir, desta vez para a formação de uma joint venture no setor de transportes rodoviários. Archer Daniels Midland (ADM), Amaggi, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus Company (LDC) entraram ontem com pedido de aprovação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para criação da empresa que terá participação igualitária de 20% de cada sócio. Elvio Moro, que trabalhava na sul-mato-grossense RodoBelo Transportes, foi contratado para tocar o projeto, cujo objetivo é oferecer mais agilidade e eficiência ao escoamento da produção agrícola nos picos de safra, quando os gargalos logísticos ficam mais evidentes em toda a cadeia. “Não existe a pretensão de resolver todos os problemas do setor, até porque eles passam pelas estradas, portos e capacidade de armazenagem. Mas a intenção é minimizar alguns deles para os sócios”, contou à reportagem. A expectativa é de que a nova empresa, que ainda não tem nome, atenda somente 3% do volume total de cargas das cinco tradings. Os outros 97% dos grãos continuarão sob responsabilidade de transportadoras parceiras e motoristas autônomos. (Valor Econômico)
GIRO PELOS ESTADOS
RIO GRANDE DO SUL: Novas quedas de até R$ 1,00/saca por todo o interior, nada de negócios
MERCADO: No mercado de soja disponível, lentidão é a palavra-chave, com produtor fixando apenas aquilo que é essencial para a manutenção de sua família e propriedade. O mercado futuro (abril/maio) é inexistente. Praticamente não se reportaram negócios. NO PORTO: a indicação de preço para pagamento em março é de R$ 178,00 sobre rodas no melhor momento. Isso representa uma diferença de cerca de R$ 6,00/saca em relação aos preços de pedra em Panambi, que caíram para R$ 163,00 a saca.
NO INTERIOR: as indicações de preços são um pouco menores do que no porto, com todas as posições marcando quedas iguais de R$ 1,00/saca e se mantendo a R$ 172,00. Isso vale para as regiões de Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa.
LENTIDÃO NA COMERCIALIZAÇÃO: A lentidão no mercado de soja disponível é evidente, com os produtores fixando apenas aquilo que é essencial para a manutenção de sua família e propriedade. Isso pode ser explicado pela nova estimativa de safra apresentada pela RTC-Fecoagro, que aponta para quebras na soja de 43% sobre a expectativa inicial de 22,44 MT, o que indica que a safra no RS será de apenas 12,8 MT. O ciclo da soja também está atrasado, o que indica que a colheita em março será muito pequena. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado de soja, ainda é possível fazer uma safra na casa de 14,0 MT, mas só o tempo dirá se isso ocorrerá. Veremos em breve se os números apresentados pela RTC-Fecoagro serão comprovados, ou não, com a colheita, o que significa que os preços da soja podem continuar a sofrer flutuações no futuro próximo.
SANTA CATARINA: Preços retornam aos níveis de terça-feira, queda de R$ 3,50/saca
Mercado volta às posições anteriores na semana e vendas deixam de ocorrer novamente. As altas vistas ontem não foram muito bem fundamentadas, mas causaram a venda de alguns poucos volumes, aproximadamente 2.000 toneladas. Isso foi o suficiente para suprir essa demanda rápida do mercado e fazer com que os preços retornassem aos níveis mais esperados. Preço de São Francisco do Sul, R$ 173,50, perda de R$ 3,50/saca.
PARANÁ: Poucas mudanças de preços, Ponta Grossa pareado com Paranaguá
MERCADO: Dia de poucos movimentos pelo Estado do Paraná; o produtor parece não estar animado com os preços presentes embora a safra não tenha sido profundamente atingida pelas condições climáticas. As variações de preços continuam sendo bastante pontuais. As oscilações sempre conjuntas entre Ponta Grossa e Paranaguá em um longo processo de aproximação ocorrem entre as variações do dólar e do grão para o porto e de óleo/farelo para Ponta Grossa. NO PORTO: as indicações para soja spot registraram baixa de R$ 1,00/saca, com CIF Paranaguá a R$ 173,00 com pagamento em 30/03 e entrega em fevereiro, e cif Paranaguá a R$ 174,00 com pagamento em 30/04 e entrega em fevereiro.
NO INTERIOR: em Ponta Grossa vemos altas de R$ 1,00/saca que atingiram as posições mais distantes, mas não o Balcão. A soja foi a R$ 173,00 cif Ponta Grossa com entrega fevereiro e pagamento 15/03 e R$ 174,00 para 30/03. Além dos movimentos vistos em Ponta Grossa e destacados no começo, temos manutenções de preços em Cascavel, Maringá e Pato Branco, com as duas primeiras permanecendo a R$ 158,00 e a ultima a R$ 157,00.
SAFRA 2023: há uma indicação de preço nominal de R$ 174,00 posto Ponta Grossa para entrega em março/abril e pagamento em maio de 2023. Enquanto no porto, a indicação é de R$ 174,00 posto Paranaguá para entrega em fevereiro/março e pagamento em abril de 2023.
MATO GROSSO DO SUL: Segue com movimentos pouco conclusivos no dia a dia, predominância de altas
Mato Grosso do Sul passa por altas expressivas nesta sexta-feira, de forma atípica ao que acostumamos ver, em especial com a proximidade do feriado de carnaval. Além disso, com essas altas, um pequeno volume de negócios foi efetuado, notavelmente para gerar o subsídio necessário para a manutenção de suas propriedades e família, nesses momentos de festividade. Ainda assim, espera-se que o grosso das vendas esteja aguardando preços de ao menos R$ 160,00 para começar a sair. Muitos dos produtores seguem ansiosamente aguardando a contemplação do mercado a respeito dos estoques mundiais mais baixos e a alta de preços que esse movimento deve causar.
Os preços praticados na região aumentaram de formas muito variadas. Em Dourados, os preços foram cotados a R$ 158,00 (alta de R$ 3,00/saca), em Maracaju a R$ 151,00 (única região a marcar queda de R$ 2,00/saca), em Sidrolândia a R$ 155,00 (alta de R$ 2,00/saca), em Campo Grande a R$ 158,00 (alta de R$ 3,00/saca), em São Gabriel a
R$ 155,00(alta de R$ 3,00/saca), e em Chapadão do Sul a R$ 157,00(alta expressiva de R$ 6,00/saca).
MATO GROSSO: Ausência de fixações, muita chuva pelo Estado
Mato Grosso registrou dia de silêncio em termos de fixações de preços, algo que de forma diferente da maioria dos demais estados, demonstra o conforto com as expectativas da nova safra. Mesmo a colheita de milho que avançou a passos largos por toda a semana e roubou toda a atenção do mercado de soja, permaneceu parada nessa sexta-feira. Importante pontuar que a razão da parada dos movimentos não foi férias, mas sim as chuvas que permeiam o Estado com ótima intensidade e fortalecem ainda mais as expectativas de super safra.
PREÇOS PRATICADOS: Campo Verde a R$ 153,00. Lucas do Rio Verde a R$ 147,59. Nova Mutum a R$ 152,00. Primavera do Leste a R$ 152,51. Rondonópolis a R$ 155,06 e Sorriso a R$ 151,00.
MATOPIBA: Dia de poucos movimentos, Porto Franco marca alta de R$ 2,00/saca
Dias seguem quase que completamente vazios, progressão natural visto que as últimas sessões trouxeram variações de preços cada vez mais pontuais, exceto por reajustes de preço. As variações no MA vistas hoje até são consideráveis, mas não geram efetivamente nenhuma mudança no mercado, em especial pela inconsistência.
PREÇOS PRATICADOS: Em Balsas, Maranhão, as cotações fecharam em R$ 151,00, registrando manutenção e se mantendo nas posições de ontem. No Porto Franco-MA, por sua vez ocorreu uma recuperação de R$ 2,00/saca, elevando o preço a R$ 157,00. Em Pedro Afonso, que agora é a referência nas cotações, o preço ficou a R$ 151,90, sem mudança. Uruçuí-PI encerrou o dia a R$ 160,00 marcando manutenção. Em Luiz Ricardo Magalhães, na Bahia, por fim, fechou a R$ 153,50, também sem variações.
Fonte: T&F Agroeconômica