FECHAMENTOS DO DIA 22/04

A cotação de maio24, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 1,44 % ou $ 6,25 cents/bushel a $ 433,50. A cotação para julho24, fechou em alta de 1,52 % ou $ 6,75 cents/bushel a $ 449,75.

ANÁLISE DA ALTA

O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. Os Fundos de investimentos recompraram posições vendidas diante da seca persistente em Iowa, o principal Estado produtor de milho dos Estados Unidos. Colaborou para cotação do cereal a forte alta do trigo no dia. A Ucrânia é um grande exportador de milho e trigo, com isso, os
ataques durante o final de semana à região portuária de Odessa influenciou na cotação dos dois grãos.

A perspectiva de novos cortes na safra argentina, por causa do aumento da incidência da cigarrinha-do-milho, ajudou a impulsionar os preços do grão. As inspeções para exportação de milho subiram 20,74% no comparativo semanal e ficaram acima do esperado pelo mercado.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-EXPORTAÇÕES DE MILHO CONTINUAM FORTES

O relatório do USDA sobre as exportações semanais registrou o embarque de 1.623.532 toneladas na semana encerrada no dia 18/4, cerca de 20,74% acima das 1.353.515 toneladas embarcadas na semana anterior e 73,40% acima das 938.841 toneladas embarcadas na mesma semana do ano passado.

O total dos embarques desta temporada é de 30.327.330 toneladas, 35,52% acima das 22.384.809 toneladas embarcadas na mesma época do ano passado.

CONAB-COLHEITA 1º SAFRA NO BRASIL

A colheita da primeira safra de milho alcançou, no País, 56,7% da área plantada, avanço de 3,8 pontos porcentuais na semana e atraso de 2,9 pontos porcentuais entre as temporadas. São Paulo já concluiu a colheita.

O Paraná, em seguida, conta com 96% da área colhida, seguido por Santa Catarina, com 90%, e Rio Grande do Sul, com 82%. A Bahia colheu 32,8% da área de milho verão e Goiás conta com 6% da área trabalhada.

A Conab informou, ainda, que o plantio da segunda safra 2023/24 de milho foi concluído no País, avanço de 0,1 ponto porcentual na semana e igual status ante igual período da temporada anterior.

GRIPE AVIÁRIA/OMS-ALTA CONCENTRAÇÃO DO VÍRUS FOI DETECTADA EM LEITE CRU NOS EUA

O vírus da gripe aviária H5N1 foi detectado em leite cru de animais infectados em altas concentrações, disse, na sexta-feira (19), a chefe do Programa Global de Influenza da Organização Mundial de Saúde (OMS), Wenqing Zhang.

Segundo ela, ainda não se sabe por quanto tempo o vírus pode sobreviver no leite. Apesar da confirmação de casos só ter ocorrido nos Estados Unidos, a recomendação geral da entidade é a de que as pessoas consumam apenas leite e produtos lácteos pasteurizados. O alerta reforça a preocupação da organização com a propagação do vírus entre mamíferos, o que poderia levar a um quadro de infecção entre humanos.

Desde março, foram relatadas infecções em 29 rebanhos em oito Estados dos Estados Unidos. Em abril, o país notificou a OMS sobre um caso da doença em uma pessoa do Texas, que trabalhava com rebanho, disse a organização.

Segundo a entidade, os casos de H5N1 em vacas leiteiras e no humano não apresentaram aumento na adaptação do vírus a mamíferos. “O caso no Texas foi o primeiro de um humano infectado pela gripe aviária por uma vaca.

A transmissão de ave para vaca, vaca para vaca e vaca para ave também foi registrada durante esses surtos atuais, embora muitos ainda estejam sob investigação”, disse Zhang. De acordo com ela, isso sugere que o vírus pode ter encontrado outras vias de propagação além das anteriormente conhecidas.

Até o momento, as infecções humanas por H5N1 permanecem raras e estão ligadas à exposição a animais e ambientes infectados, destacou a OMS. Desde 2003, foram relatados quase 900 casos em pessoas, variando de assintomáticos até graves. Cerca de metade desses casos foi mortal, e todos as ocorrências relatadas na Europa e na América do Norte tiveram sintomas leves, segundo a OMS.

CROP PROGRESS

O USDA informou que o plantio de milho nos EUA está em 12%, ante 12% em igual período do ano passado e 10% na média de cinco anos. A agência disse que 3% da safra tinha emergido, ante 2% na data correspondente do ano passado e na média.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Apesar de altas no mercado internacional, B3 perde força com exportações

Os principais vencimentos de milho fecharam o dia em variações negativas nesta segunda-feira (22). Apesar de altas bem definidas vindas do cenário internacional, onde o clima sobre as lavouras de trigo impulsionou também o cenário do milho, por aqui traders foram pessimistas com relação à baixa do dólar (R$ 5,169 na venda, baixa de -0,59%) e dados da exportação, divulgados pela Secex.

De acordo com o órgão, o país embarcou 91% menos milho nesta terceira semana de abril, onde foram vistas 34,3 mil toneladas, ante impressionantes 470,8 no ano passado. Ainda, a média diária de embarques até a terceira semana de abril/24 ficou em 2.282,4 toneladas, o que representou queda de 91,3% com relação a média diária embarcadas de abril do ano anterior.

OS FECHAMENTOS DO DIA 22/04

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento de maio/24 foi de R$ 57,78 apresentando baixa de R$ 0,27 no dia, baixa de R$ 0,64 na semana; julho/24 fechou a R$ 57,65, baixa de R$ 0,09 no dia, baixa de R$ 0,78 na semana; o vencimento setembro/24 fechou a R$ 59,15, baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 0,92 na semana.

Fonte: T&F Agroeconômica



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