FECHAMENTOS DO DIA 24/05

O contrato de soja para julho24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,71%, ou $ 8,75 cents/bushel a $ 1248,00; A cotação de setembro24, fechou em alta de 0,59 % ou $ 7,25 cents/bushel a $ 1245,00. O contrato de farelo de soja para julho fechou em alta de 2,60 % ou $ 9,8 ton curta a $ 386,5 e o contrato de óleo de soja para julho fechou em baixa de -0,53 % ou $ -0,24/libra-peso a $ 44,95.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fecho o dia de forma mista e a semana em alta. O mercado optou por cobrir posições vendidas antes do final de semana prolongado nos EUA, o que elevou as cotações nesta sexta-feira. As principais preocupações são com as chuvas no Centro-Oeste americano, o que pode atrapalhar o plantio da soja no país.

A permanência de dúvidas sobre todos os efeitos na cadeia produtiva da soja gaúcha ainda é um fator de atenção e alta em Chicago. No entanto, algumas consultorias nacionais apontam que a melhora no rendimento em outros estados pode compensar parte das perdas do RS.

A boa demanda por farelo de soja também deu suporte a cotação do grão e principalmente do subproduto, que fechou a semana em forte alta. Com isso, a soja fechou o acumulado da semana alta de 1,63% ou $20,00 cents/bushel, o farelo de soja somou ganhos 4,8% ou $17,70 ton-curta. O óleo de soja fechou a semana em queda de -0,71% ou $-0,32 libra/peso.

Análise semanal da tendência de preços da soja
FATORES DE ALTA
  • a) Atrasos no plantio por causa das chuvas no Meio-Oeste dos EUA. Choveu muito nesta semana e deve chover novamente no fim de semana;
  • b) Muito além das perdas nos campos, as novas chuvas no Rio Grande do Sul, que prolongam a crise do segundo maior produtor de soja do Brasil, também deram suporte aos preços. As chuvas afetaram grãos armazenados em armazéns e silos, e a infraestrutura necessária para retirar a produção dos campos, transportá-la, processá-la e exportá-la. Quanto ao grão, segundo a Emater, a área colhida no Estado alcançou 91%, e os 9% restantes da lavoura estão em maturação. “Nas áreas em colheita, além das perdas por grãos germinados, mofados e pela debulha natural, que aumentam a cada dia de atraso, os custos têm sido elevados em razão da colheita em solo úmido”, destacou a Emater. Conforme a empresa, a entrega da soja nas unidades de secagem e armazenamento também está comprometida, “em razão da alta umidade dos grãos, muitas vezes próxima a 30%;
  • c) No Brasil, a grande demanda por farelo de soja para o setor de carnes, um dos mais pujantes do agro brasileiro, veio se juntar à demanda por óleo de soja para biocombustível e fez os preços do grão subirem 8,26% no mês e 2,73% na semana fortalecendo os preços do mercado doméstico. Já os preços do farelo subiram mais: 20,06% no mês e 6,30% na semana.
FATORES DE BAIXA
  • a) As perspectivas da soja no mercado internacional, que afetam as exportações brasileiras, são de baixa a médio e longo prazo, impulsionadas pelo aumento dos estoques finais, que passaram de 100,53 MT na safra 22/23, para 111,78 MT na safra 23/24 e estão previstos para serem 128,50 MT na safra 24/25;
  • b) Forte resistência a $ 1249,50 na posição de julho em Chicago. As cotações bateram 8 vezes neste nível, mas não conseguiram ultrapassá-lo e prosseguir, voltando para níveis mais baixos.

Fonte: T&F Agroeconômica



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