ANÁLISE CLIMÁTICA DE DEZEMBRO

Em dezembro de 2025, acumulados de chuva acima de 150 mm ocorreram em grande parte do Brasil, favorecendo a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, a porção leste da Região Nordeste registrou volumes inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se nas porções leste e oeste do Amazonas, norte do Amapá, Acre, leste do Pará e no norte de Tocantins, com totais superiores a 250 mm. Este cenário contribuiu para elevação dos níveis de umidade do solo. Em Roraima, extremo-norte do Amazonas, sul do Amapá e norte do Pará, os totais de chuva foram inferiores a 100 mm, porém em localidades de Roraima e norte do Amazonas, os volumes foram menores e inferiores a 40 mm.

Na Região Nordeste, os maiores acumulados de chuva concentraram-se no sul do Maranhão e do Piauí, além do oeste da Bahia, com totais superiores a 150 mm, elevando os níveis de umidade no solo e favorecendo o plantio e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Já no leste da região, os acumulados foram inferiores a 40 mm, resultando em redução da umidade do solo.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 120 mm. Desta forma, os níveis de umidade do solo encontram-se satisfatórios, beneficiando o desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos dos cultivos de primeira safra.

Na Região Sudeste, os volumes mensais de chuva foram superiores a 150 mm em grande parte da região. No nordeste de Minas Gerais e centro-norte do Espírito Santo, os acumulados variaram entre 70 mm e 100 mm. No geral, os níveis de umidade do solo foram suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos. Em grande parte da Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 90mm, com os maiores acumulados acima de 150 mm, concentrados no centro-oeste do Paraná e de Santa Catarina, bem como em grande parte do Rio Grande do Sul. De modo geral, esses volumes garantiram níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Em novembro, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C, principalmente na porção norte das Regiões Norte e Nordeste, além do oeste da Região Centro-Oeste. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 24 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 24 °C na maior parte da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e oeste da Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 16 e 31 de dezembro de 2025. Nesse período, registraram-se valores entre -1,5 °C e -2 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 120°W e 90°W, indicando a área de maior resfriamento das águas. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,5 °C durante dezembro.

Esse comportamento ainda indica um resfriamento da região, persistindo a condição de fenômeno La Niña no Pacífico Equatorial, caracterizado por desvios de TSM inferiores a -0,5°C.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade, durante o trimestre janeiro, fevereiro e março de 2026, com probabilidade de 65%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na maior parte da Região Norte e Centro-Oeste, bem como algumas áreas das Regiões Sul e Sudeste. Chuvas abaixo da média são previstas para o interior da Região Nordeste, norte da Região Sudeste, leste da Região Centro-Oeste e oeste da Região Sul.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em Roraima, Amapá, porções central e noroeste do Pará, grande parte do Amazonas e sul de Rondônia, elevando os níveis de umidade do solo. No oeste do Acre, sul e nordeste do Pará, além do Tocantins, são previstas chuvas abaixo da média.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e abaixo da média. Este cenário pode reduzir os níveis de umidade do solo nos próximos meses. Porém, as chuvas devem se concentrar no nordeste do Maranhão, norte do Piauí e noroeste do Ceará.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas acima da médiaem Mato Grosso, porções nordeste e sudoeste de Goiás, Distrito Federal e São Paulo. Nas demais áreas, o modelo do Inmet indica volumes próximos e abaixo da média. No geral, os níveis de umidade do solo se manterão satisfatórios ao longo dos próximos meses, porém algumas áreas do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e oeste de Mato Grosso do Sul, poderão sofrer redução de umidade no final do trimestre.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média no oeste de Santa Catarina e parte central do Rio Grande do Sul. As chuvas próximas ou acima da média devem ocorrer principalmente no centro-norte do Paraná, leste de Santa Catarina, bem como no extremo-sul e nordeste do Rio Grande do Sul, onde os níveis de umidade do solo não deverão sofrer redução nos próximos meses.

Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país, com temperaturas acima de 25 °C, nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Temperaturas acima 28 °C são previstas para Roraima, áreas pontuais da costa leste da Região Nordeste, bem como no sudoeste de Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul. No leste da Região Sul, as temperaturas podem ser mais amenas, com valores menores que 22 °C, assim como em áreas mais elevadas da Região Sudeste.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte:  Conab



DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.