A colheita de milho evoluiu de forma parcial, condicionada principalmente pela recorrência de precipitações no período e pela priorização operacional de outras culturas mais sensíveis às intempéries após a maturação. Ainda assim, na maior parte das regiões, a colheita se encontra em fase final ou finalizada, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada.

Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial. Nessas áreas, ascondições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte dos cultivos tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a
redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos.

Observa-se variabilidade produtiva, mas, nas áreas colhidas, predominam grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade.

Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita apresentou avanço pouco significativo no período em função das precipitações volumosas. A elevada umidade dos grãos tem levado produtores a postergar a colheita para evitar perdas qualitativas no armazenamento e descontos relacionados à secagem. A operação também tem sido direcionada prioritariamente para culturas de soja e arroz como forma de evitar perdas de qualidade nos grãos em maturação.

Na de Caxias do Sul, a colheita ultrapassa 60% da área cultivada. Apesar das perdas decorrentes da irregularidade das chuvas durante o ciclo, as produtividades estão satisfatórias e variam entre 7.200 e 9.000 kg/ha. Os grãos colhidos apresentam, de modo geral, boa qualidade.

Na de Frederico Westphalen, o desenvolvimento das lavouras em safrinha (5% da área total) está bastante heterogêneo em função da irregularidade hídrica. Está 1% em fase vegetativa, 1% em florescimento, 2% em enchimento de grãos, e 1% em maturação. Na de Pelotas, 43% foram colhidos, mas a continuidade das chuvas restringiu o tráfego de máquinas e elevou a umidade dos grãos. Entre as áreas remanescentes 30% se encontram
em enchimento de grãos, 10% em florescimento e 17% em maturação.

Na de Santa Rosa, a colheita alcança 94% da área, restando pequenas parcelas em desenvolvimento (1% vegetativo, 2% em florescimento e 3% em enchimento de grãos). As
chuvas do período têm favorecido as lavouras safrinha em fases reprodutivas em relação à
definição dos componentes de rendimento, embora o porte reduzido das plantas limite o potencial produtivo. Há registros de ataque de pássaros, causando danos às espigas, aumento da umidade interna, incidência de fungos e germinação precoce dos grãos. Também há relatos de infestação de cigarrinha em alguns municípios, demandando controle.

Na de Soledade, 62% da área foi colhida. As lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios estão 5% em florescimento, 25% em enchimento de grãos e 8% em maturação.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,35%, de R$ 57,70 para R$ 58,00 em média no Estado.

Fonte: Emater/RS


undefined


 

FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Emater RS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.