A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelas preocupações em torno da oferta global do produto. As tensões na região do Mar Negro geraram dúvidas sobre a capacidade da Ucrânia de manter suas exportações com o aumento dos conflitos com a Ucrânia. Na Europa, o serviço de monitoramento de safras MARS reduziu pelo segundo mês consecutivo sua previsão para a produtividade do milho da União Europeia, após o calor e a seca continuarem prejudicando as lavouras. No Brasil, o temor esteve no quadro climático complicado previsto para a produção de grãos em razão do fenômeno El Niño.

Para a safra norte-americana houve indicativo de que a produtividade do cereal fique abaixo da prevista pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Na semana passada a Pro Farmer projetou um rendimento médio do milho dos Estados Unidos em 173,2 bushels por acre, abaixo dos 180,7 bushels por acre previstos pelo USDA.

O recuo do petróleo em Nova York, a valorização do dólar em relação a outras moedas e o desempenho mais fraco na demanda para o cereal estadunidense limitaram os ganhos de serem mais expressivos no pregão.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.296.271 toneladas na semana encerrada no dia 20 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, haviam atingido 1.944.870 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.338.532 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro de 2025, as inspeções somam 82.281.525 toneladas, contra 65.559.108 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,15 1/2, alta de 7,00 centavos, ou 1,37% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,30 1/4, avanço de 6,75 centavos, ou 1,28% por bushel em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras


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Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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