Na comparação semanal, o preço do caroço subiu 0,42%, alcançando R$ 799,09/t, enquanto o óleo de algodão avançou 1,60%, para R$ 5.259,09/t. Apesar das altas pontuais, ambos acumulam queda na comparação mensal, de 6,70% para o caroço e 1,66% para o óleo, refletindo o avanço da colheita e do beneficiamento da nova safra.
Na comparação com o mesmo período da safra passada, os preços permanecem inferiores, com recuo de 11,73% para o caroço e de 5,61% para o óleo. Esse aumento da oferta ocorre em um momento de demanda enfraquecida por coprodutos, limitando a velocidade de absorção dos novos volumes e mantendo o mercado pressionado no curto prazo. Para o óleo, embora a demanda dos setores alimentício e de biodiesel contribua para dar suporte às cotações, esse fator ainda não foi suficiente para reverter a queda acumulada. Para as próximas semanas, com a continuidade da colheita, a disponibilidade tende a seguir elevada, mantendo a pressão sobre os preços.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,22% na última semana, pressionado pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
- AUMENTO: refletindo a valorização na cotação do petróleo, o preço do poliéster exibiu alta de 2,50% ante a semana passada, ficando na média de ¢ US$ 40,35/lb.
- ELEVAÇÃO: o contrato dez/26 na bolsa de NY apresentou valorização de 3,56% no comparativo semanal, fechando na média de ¢ US$ 87,19/lb.
Até o dia 21/08, a colheita de algodão alcançou 69,52% da área projetada para a safra 25/26.
O avanço semanal de 14,77 p.p. foi o maior registrado na atual safra, refletindo a melhora das condições para a realização das atividades no campo. O ritmo supera em 14,00 p.p. o observado na safra passada, influenciado pela menor área estimada para esta safra e pelas chuvas registradas no mesmo período do ano passado, que impactaram o avanço da colheita.
Dentre as regiões que mais avançaram na semana, Oeste e Centro-Sul lideraram os incrementos, com 20,36 p.p. e 19,14 p.p., respectivamente, favorecidos pelas condições climáticas predominantes marcadas por tempo mais quente e seco no estado. Já a região Noroste apresenta 55,20% da área colhida, com o menor percentual observado devido a ocorrência de chuvas, que atrasaram o início dos trabalhos. Para as próximas semanas, a previsão indica um cenário predominantemente seco e quente em MT, favorecendo o avanço das operações.
Fonte: IMEA




