O preço da saca de soja em MT manteve a trajetória de valorização na última semana, atingindo a máxima diária de R$ 128,95/sc e encerrando o período na média de R$ 127,85/sc, alta de 3,19% no comparativo semanal.
O movimento acompanhou o cenário internacional, diante das preocupações com as comdições da safra norte-americana em meio ao clima adverso, que tem afetado as condições das lavouras e registrado um índice de boas e excelentes 9,00 p.p. inferior ao observado na safra 25/26, atingindo 60,00%. Somado a isso, os resultados das pesquisas de campo, que apontam rendimento inferior frente à safra passada, ampliaram as incertezas quanto ao volume a ser ofertado no ciclo atual.
A forte demanda chinesa pela soja dos EUA também contribuiu para sustentar as cotações, em um cenário apertado na relação entre estoque e uso, mantendo o mercado internacional aquecido. Com isso, a soja em Chicago registrou alta de 4,36% no comparativo semanal, encerrando o período na média de US$ 12,14/bu.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o óleo de soja em Mato Grosso, registrou alta semanal de 2,94%, com média de R$ 6.138,02/t, movimento reflexo de maior demanda global pelo coproduto.
- ALTA: o prêmio de Santos encerrou a semana na média de ¢US$ 175,00/bu, avanço semanal de 0,57%, influenciado pela elevação do petróleo, em vista do conflito no Oriente Médio.
- AVANÇO: o dólar subiu 0,50% no comparativo semanal, fechando com média de R$ 5,18/US$, em meio à manutenção da aversão ao risco global e à cautela com o cenário fiscal doméstico.
Custeio da soja 26/27 segue alto em MT, mas preço da saca ainda cobre custos operacionais.
Em ago/26, o projeto CPA-MT divulgou a estimativa de custeio da soja 26/27, referente a jul/26, em R$ 4.323,22/ha, avanço de 3,39% ante a safra 25/26. Esse cenário é reflexo da valorização nos preços dos fertilizantes, estimados em R$ 1.993,21/ha, puxados pelos macronutrientes, que atingiram R$ 1.614,56/ha, aumento de 0,30% ante jun/26 e maior valor projetado para o ciclo.
A alta é sustentada pelas tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia, que elevam os riscos de oferta e logística de fertilizantes. Com isso, considerando a produtividade estimada de 62,44 sc/ha para a safra 26/27, o Ponto de Equilíbrio (P.E.) aponta que o produtor precisará comercializar a soja a R$ 107,02/sc para cobrir o Custo Operacional Total (COT), estimado em R$ 6.682,54/ha. Diante da estimativa de preço médio comercializado em jul/26 de R$ 111,17/sc para a safra 26/27, o sojicultor segue acima do P.E., com diferença de R$ 4,15/sc.
Fonte: IMEA




