A colheita de algodão nos EUA atingiu 8,00% da área até 13/09, igualando a média dos últimos cinco anos e ficando 1,00 p.p. menor ao mesmo período da safra passada. Entre os estados, os maiores avanços são concentrados no Texas e Arizona apresentando 21,00% e 37,00% da área colhida, respectivamente.

Apesar do ritmo adiantado, nesse período, as condições das lavouras seguem bastante heterogêneas entre as principais regiões produtoras. No Texas, apenas 18,00% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, enquanto no Arizona esse percentual alcançou 97,00%. Esse contraste evidencia a diferença nas condições das lavouras entre regiões. No Sul das Grandes Planícies, importante região produtora de algodão nos EUA, o clima quente e seco tem reduzido a umidade do solo e elevado o estresse hídrico das lavouras, podendo limitar o potencial produtivo à medida que a colheita avança, cenário que já encontra respaldo na projeção do USDA, que aponta redução na produção nos EUA.

Confira os principais destaques do boletim:

  • FINALIZAÇÃO: a colheita do algodão foi encerrada em Mato Grosso, com o avanço semanal de 1,43 p.p.,ficando acima em 0,50 p.p. em relação ao mesmo período da safra passada.
  • QUEDA: o preço da pluma em MT, registrou queda de 0,37% na última semana, pressionado pela maior oferta de fibra no mercado interno após a conclusão da colheita.
  • DESVALORIZAÇÃO: no comparativo semanal, o contrato dez/26, na bolsa de NY, apresentou uma queda de 2,73%, ficando cotado na média de ¢ US$ 86,84/lb.
Na última sexta-feira, o USDA divulgou a estimativa de Oferta e Demanda mundial de algodão para a safra 2026/27 para set/26.

Pelo lado da oferta, a produção global foi projetada em 25,54 mi de t, queda de 3,80% ante 25/26, puxada principalmente pela redução da produção nos Estados Unidos, Turquia e Paquistão. Nos EUA, a produção deve recuar 5,01%, para 2,87 mi de t, refletindo a menor produtividade projetada.

Entre os principais produtores, a Índia avançou 0,84%, para 5,23 mi de t, reforçando a expectativa de uma boa safra e contribuindo para limitar a retração da produção global. Pelo lado da demanda, o consumo foi estimado em 26,76 mi de t, alta de 1,48%, superando a produção projetada em cerca de 1,22 mi de t. No comércio, as exportações devem alcançar 9,63 mi de t, acompanhando a necessidade de abastecimento dos mercados. Com a produção abaixo do consumo, os estoques finais devem recuar 7,23%, para 15,21 mi de t, indicando um balanço mundial apertado.

Fonte: IMEA



 

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