Em seu último relatório, o USDA atualizou as principais projeções do balanço global de oferta e demanda de soja. Para a temporada 2026/27, o departamento manteve a projeção de produção brasileira em 186,00 milhões de toneladas, sem alterações desde a primeira divulgação.
No entanto, esses números podem passar por alterações a depender do desenvolvimento da safra no país, uma vez que o impacto do El Niño é diferente entre as regiões do Brasil. Já nos Estados Unidos a produção foi reajustada em +0,43 milhão de tonelada, alcançando 123,42 milhões de toneladas para a safra 2026/27.
Embora o rendimento médio das lavouras esteja aquém da expectativa inicial do mercado, a safra norteamericana ainda apresenta bons volumes. Por fim, a demanda mundial da oleaginosa para o esmagamento acompanhou o aumento na produção, com ajuste mensal de +0,46 milhão de tonelada, passando para 385,22 milhões de toneladas, mantendo o fortalecimento do mercado para a próxima temporada.
Confira os principais destaques do boletim:
- DESVALORIZAÇÃO: o óleo de soja em Chicago registrou queda de 0,46% em relação à semana passada, movimento impulsionado pelo recuo dos preços dos óleos vegetais concorrentes.
- AUMENTO: Sustentada por uma menor intenção de plantio de milho, a área de soja da safra 26/27 na Argentina avançou 1,20% em comparação com a safra anterior.
- INCREMENTO: devido às precipitações, que favoreceram o avanço da semeadura na última semana, o indicador Cepea encerrou o período com média de R$ 160,72/sc.
Cenário climático exige atenção para início da semeadura de soja em Mato Grosso.
Com o término do vazio sanitário em 06/set, iniciou-se o período permitido para a semeadura da safra 26/27 de soja no estado. Apesar da liberação, o avanço das atividades depende da regularização das chuvas e do nível da umidade do solo.
Enquanto no Paraná a semeadura já avança em ritmo acelerado, em Mato Grosso e no Matopiba, o início das atividades ocorre de forma mais gradual, com os trabalhos a campo em ritmo inicial. Para os próximos dez dias, o Inmet prevê acumulados de 30 a 50 mm em grande parte de MT, o que, caso se confirme, pode favorecer a continuidade dos trabalhos. No entanto, a redução das precipitações projetada na sequência pode prejudicar as áreas já semeadas. Além disso, o El Niño de forte intensidade, com RONI acima de 2,0 entre setembro e novembro, reforça a atenção sobre as chuvas na primavera e a importância do acompanhamento das condições climáticas para a safra.
Fonte: IMEA




