Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, mantiveram as negociações comerciais entre os dois países durante encontro realizado na última quinta-feira (24). A reunião ocorreu em meio à extensão da trégua comercial e às discussões sobre tarifas, acesso a mercados e compromissos de compras de produtos agrícolas. Vale ressaltar que não houve um novo acordo agrícola no encontro, mas uma prorrogação da trégua tarifária existente.
Soja
No setor agropecuário, a soja permanece entre os principais produtos envolvidos nas negociações. De acordo com a Casa Branca, em acordo anunciado em novembro de 2025, a China se comprometeu a comprar pelo menos 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos em cada ano de 2026, 2027 e 2028. O mesmo documento estabeleceu a compra de pelo menos 12 milhões de toneladas nos dois últimos meses de 2025.
Exportadores privados informaram ao USDA, na última quinta-feira, vendas de 120 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.
O USDA também registrou vendas de 111 mil toneladas de soja para a China em 18 de setembro e de 272 mil toneladas em 10 de setembro. Na mesma divulgação de 10 de setembro, foram registradas outras 206,5 mil toneladas destinadas a compradores ainda não identificados.
Ampliação de comércio
Além da soja, os dois países estabeleceram compromissos para ampliar o comércio de outros produtos agrícolas, a exemplo do milho, sorgo, trigo e cevada. Em maio de 2026, a Casa Branca informou ainda que a China se comprometeu a adquirir pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas norte-americanos em 2026, 2027 e 2028, além dos compromissos específicos relacionados à soja.
Brasil
A retomada das compras norte-americanas ocorre em um mercado no qual o Brasil possui papel relevante como fornecedor de soja para a China. Durante o período de maior tensão comercial entre Washington e Pequim, os compradores chineses recorreram com maior intensidade à produção sul-americana. Neste cenário, a China conseguiu atender parte importante de suas necessidades com fornecedores como o Brasil, enquanto as tarifas adicionais sobre produtos agrícolas norte-americanos reduziram a competitividade da soja dos Estados Unidos.




