Canola: A cultura está predominantemente nos estádios finais do ciclo, avançando da fase de enchimento de grãos para a maturação fisiológica e a colheita. A evolução fenológica tem sido favorecida por períodos recentes de maior disponibilidade de radiação solar e temperaturas de amenas a elevadas, condições que contribuíram para a aceleração da maturação e para a redução do teor de umidade das plantas.
O desempenho produtivo apresenta elevada variabilidade regional. Em determinadas áreas, a ocorrência de doenças e as condições meteorológicas adversas comprometeram a formação das estruturas reprodutivas, reduzindo o número de síliquas por planta e de grãos por síliqua e, consequentemente, o potencial produtivo. Nas áreas não afetadas por esses fatores, o padrão de desenvolvimento das plantas e de formação das estruturas reprodutivas está satisfatório. Entretanto, a ocorrência de granizo e vendavais no período, no Centro-Oeste e Noroeste, em proximidade ao período de colheita, elevou o índice de perdas, particularmente em razão da maior suscetibilidade à debulha dos grãos.
A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, 22% das áreas estão em floração, 66% em enchimento de grãos e 12% maduros, estando estes concentrados em Maçambará e Santa Margarida do Sul. Em São Borja, já se observam extensas áreas em maturação, cuja colheita deverá iniciar em outubro. A condição sanitária está satisfatória devido à baixa incidência de pragas e doenças.
Em Manoel Viana, ainda não há áreas em final de ciclo, embora as aplicações de fungicidas e inseticidas tenham sido encerradas. Os vendavais, as chuvas intensas e o granizo trazem preocupações para os produtores quanto às perdas por debulha. Em Santana do Livramento, aproximadamente 100 hectares foram atingidos pelo granizo, com perdas estimadas em 40%. Também houve danos em lavouras na localidade do Bororé, em Maçambará.
Na de Frederico Westphalen, 30% estão em fase de enchimento de grãos, 55% em maturação e 15% colhidos. As lavouras sofreram perdas expressivas causadas pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, além de danos localizados por granizo. A produtividade está atualmente estimada em 1.500 kg/ha.
Na de Ijuí, os manejos de uniformização das áreas alcançam 6% das áreas; a prática é voltada à preparação da colheita. O potencial produtivo está significativamente abaixo do inicialmente esperado devido à redução do número de síliquas por planta e de grãos por síliqua. As estruturas produtivas não abrangem toda a planta, ficando concentradas apenas no terço superior, com baixo número de ramos laterais. Em Santo Augusto, a produtividade média está inferior a 1.400 kg/ha.
Na de Santa Maria, as chuvas, os ventos e o granizo provocaram danos expressivos. Em Santiago, aproximadamente 1.000 hectares sofreram perda total. Os municípios de Tupanciretã e Capão do Cipó também registraram danos às lavouras.
Na de Santa Rosa, 2% estão em floração, 49% em enchimento de grãos, 40% maduras e 9% colhidas. A produtividade momentaneamente estimada está em torno de 1.700 kg/ha. A dessecação foi intensificada para uniformizar a maturação, reduzir a variabilidade da umidade dos grãos e favorecer as operações de colheita. A ocorrência de ventos e granizo provocou danos em diversas lavouras, cuja extensão está em levantamento Na de Soledade, as lavouras se encontram majoritariamente na transição entre as fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica.
A cultura apresenta, de maneira geral, plantas vigorosas e bem ramificadas, com elevada densidade de síliquas. Não foram registrados danos por granizo na região, e os tratamentos fitossanitários estão em fase de conclusão.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 140,40; na de Santa Maria, R$ 143,00; na de Santa Rosa, R$ 141,83; em São Borja, R$ 142,00.
Fonte: Emater/RS




