Canola: As lavouras estão predominantemente em maturação e colheita. O excesso de chuvas, o granizo e os ventos fortes durante o ciclo reduziram o potencial produtivo, especialmente no Noroeste.

A abertura de síliquas, a debulha natural e os danos mecânicos provocados pelos temporais ampliaram as perdas nas áreas mais atingidas. A colheita vem sendo realizada, em alguns locais, com umidade acima da ideal. A ocorrência de escurecimento de síliquas e de grãos mofados aumenta nas áreas que permanecem a campo.

Apesar das condições climatológicas prejudiciais à cultura, a canola é a de maior dinamismo na Safra 2026, pois, de acordo com a reestimativa realizada pela Emater/RS-Ascar, a área efetivamente cultivada no Estado totalizou 379.887 hectares, representando elevação de 117,83% em relação a 174.394 hectares plantados em 2025 (IBGE). A revisão aponta produtividade de 1.340 kg/ha, representando redução de 17,23% em relação a 1.619 kg/ha projetados antes do início do plantio. A estimativa atual de produção é de 508.863 toneladas, apresentando elevação de 78,25% em relação a 285.481 toneladas colhidas em 2025 (IBGE).

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Maçambará, as primeiras lavouras colhidas apresentaram produtividades entre 700 e 1.100 kg/ha. A redução se deve ao excesso de chuva na fase de maturação, ao granizo e à debulha.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 20% da área se encontra em fase de maturação, e 80% estão colhidos. Na de Ijuí, a colheita foi intensificada a partir de 16/10, com grãos acima da umidade ideal. Em Ibirubá, os rendimentos ficaram entre 480 e 1.500 kg/ha, com desuniformidade de tamanho e coloração; em Jóia, em torno de 1.200 kg/ha; e em Santo Augusto, pouco superiores a 1.400 kg/ha.

Na de Passo Fundo, os cultivos estão distribuídos nas fases de formação de síliquas e enchimento de grãos (5%), maturação de colheita (25%) e colhidas (70%). Na de Santa Maria, em Tupanciretã, está a maior extensão regional da cultura (29.000 hectares), e cerca de 50% das lavouras foram colhidas. A produtividade estimada no município é de aproximadamente 1.400 kg/ha, abaixo da expectativa inicial.

Na de Santa Rosa, 2% estão em enchimento de grãos, 34% maduras e 64% colhidas. Os produtores aceleraram a colheita a partir da metade da semana. Nas regiões com menores danos por vendaval e granizo, a produtividade varia de 1.200 a 1.680 kg/ha. Nas áreas com danos mais intensos, a produtividade não alcançou 120 kg/ha, havendo dificuldades para o manejo da palha da cultura, já que a colheita mecanizada é praticamente inviável economicamente. Na maior parte das áreas, foi necessário o acionamento de seguro para cobertura de perdas, e os relatos são satisfatórios quanto ao tempo de espera pelos peritos para a liberação das lavouras para a colheita. Em função da recorrência de chuvas, observou-se o início do escurecimento das síliquas e alguma presença de grãos mofados, situação que poderá se agravar, caso as condições climáticas não favoreçam a colheita.

Na de Soledade, no final do período, devido ao tempo firme e ao sol, observou-se intensa atividade de colheita em toda a região. O grão colhido apresenta ótima qualidade. As fases da cultura estão distribuídas em maturação fisiológica (5%), maturação de colheita (30%) e colhida (65%).

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé é de R$ 143,00 (Dom Pedrito); na região de Ijuí, é de R$ 141,00; e em Santa Rosa, de R$ 144,53.

Fonte: Emater/RS


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FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Informativo Conjuntural 1942

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