A semeadura do milho 26/27 na Argentina atingiu 47,30% da área projetada, com avanço de 12,30 p.p. em relação à safra passada. De acordo com a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, na semana encerrada em 28/10, o progresso foi de 7,50 p.p., impulsionado pela boa disponibilidade hídrica na maior parte da área agrícola.
A maior participação do milho precoce nesta temporada também contribui para o ritmo mais acelerado frente ao ciclo passado. Entre as principais regiões produtoras, o Centro-Leste de Entre Ríos lidera com 90,00% da área semeada, seguido pelo Núcleo Norte (85,70%) e pelo Centro-Norte de Santa Fe (74,30%). Apesar do bom ritmo de implantação, as baixas temperaturas e a pouca radiação solar têm prejudicado o desenvolvimento inicial das lavouras, com registros de emergência desuniforme e amarelecimento das plantas. Mesmo assim, as condições gerais da cultura permanecem predominantemente normais a boas, com áreas pontuais classificadas como excelentes.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: a moeda americana valorizou 7,15% frente ao real na semana, passando para R$ 5,39/US$, influenciado pelo cenário político doméstico.
- QUEDA: O milho corrente na CME caiu 2,35% ante a semana passada, para US$ 4,51/bu, refletindo a maior oferta do cereal devido ao avanço da colheita norte-americana.
- BAIXA: o prêmio de exportação do milho no porto de Santos registrou baixa de 8,41% ante a semana passada, alcançando ¢US$ 0,81/bu.
Perspectivas climáticas para o milho 26/27 em MT indicam disponibilidade hídrica para a semeadura, mas exigem atenção à distribuição das chuvas.
O avanço da semeadura da soja 26/27, acima dos maiores índices dos últimos cinco anos para o período, pode antecipar a colheita e favorecer o calendário do milho. Segundo o CPTEC/INPE, para nov/26–jan/27, são previstas chuvas próximas da média em parte de MT, com desvios negativos no norte e positivos no centro-sul e leste. Já para dez/26–fev/27, a previsão indica ampliação das chuvas acima da média nessas últimas regiões, favorecendo a umidade do solo e a implantação dos 7,48 mi de ha de milho.
Contudo, a distribuição das precipitações será determinante para as operações, pois chuvas acima das médias podem interromper a colheita da soja e a semeadura do cereal. Além disso, possíveis restrições hídricas durante o florescimento e enchimento de grãos representam riscos ao rendimento das lavouras, exigindo atenção ao clima nos próximos meses. Diante dessas incertezas, o Imea mantém a produtividade projetada em 119,64 sc/ha e a produção em 53,68 mi de t.
Fonte: IMEA





