O adequado aporte nutricional é fundamental para promover condições adequadas de crescimento e desenvolvimento da soja refletindo em boa produtividade da cultura. Dentre os nutrientes mais requeridos pela soja, destacam-se o Nitrogênio (N) e o Potássio (k), sendo considerados macronutrientes em virtude da quantidade requerida pelas plantas.

Felizmente segundo Gitti (2015), todo o nitrogênio necessário para boas produtividades de soja é fornecido à planta por meio do processo de simbiose realizado com bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero Bradyrhizobium. O potássio por sua vez, quando em quantidades abaixo da requerida para a produtividade desejada, necessita ser fornecido ao sistema de produção.

Figura 1. Extração e exportação de macro e micronutrientes em diferentes cultivares de soja.

Fonte: Oliveira Junior et al. (2016).

Embora a extração exportação de nutrientes da soja varia de acordo com a cultivar e produtividade, é consolidado que o Nitrogênio é o nutriente mais requerido pela cultura, seguido do Potássio. Características fisiológicas da planta também implicam na absorção de nutrientes da soja. Embora Oliveira Junior et al. (2016) tenham observado diferenças entre a absorção e exportação de nutrientes quando avaliadas distintas cultivares, é possível afirmar que o requerimento nutricional da planta segue uma tendência comportamental semelhante, independente da cultivar. A maior porcentagem de acúmulo de nutrientes é observada no período reprodutivo da cultura, especificamente no período de enchimento de grãos.



Figura 2. Porcentagem de acúmulo de Nitrogênio em diferentes estádios fenológicos e cultivares de soja.

Adaptado: Oliveira Junior et al. (2016).

Figura 3. Porcentagem de acúmulo de Potássio em diferentes estádios fenológicos e cultivares de soja.

Adaptado: Oliveira Junior et al. (2016).

Confira os estádios fenológicos e a marcha completa da absorção de nutrientes da soja clicando aqui!

Entretanto, além de fornecer nutrientes em quantidades suficientes para que soja possa expressar seu potencial produtivo, é essencial atentar para características fundamentais como características químicas do solo, sendo uma delas o pH.

Embora em quantidades suficientes para promover suporte nutricional às plantas de soja, quando em condições inadequadas de pH, a disponibilidade dos nutrientes no solo é reduzida, dificultando a absorção desses nutrientes da solução do solo e podendo causar efeito tóxico às plantas dependendo do valor do pH. Esse efeito tóxico é decorrente da disponibilidade íons de He Al+3 que são resultados da acidificação do solo.

Figura 3. Relação entre pH e a disponibilidade de nutrientes do solo.

Fonte: Gitti & Roscoe (2017)

Embora trabalhar com determinadas faixas de pH implique em adequação de práticas de manejo e fertilidade do solo, aconselha-se trabalhar com faixas de pH variando entre 6 a 6,5 (pH em H2O), valores esses que comtemplam a maior disponibilidade para a maioria dos nutrientes.  Sendo assim, antes mesmo da definição da quantidade de fertilizantes a ser utilizada na área de cultivo, é essencial atentar para os valores de pH, evitando o desperdício de fertilizantes e intervindo quando necessário para promover a melhor disponibilidade de nutrientes para a cultura.

Veja também: Benefícios da calagem

Referências:

GITTI, D. C. INOCULAÇÃO E COINOCULAÇÃO NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja, 2017.

GITTIA, D. C.; ROSCOE, R. MANEJO E FERTILIDADE DO SOLO PARA A CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Manejo e Fertilidade do Solo, Tecnologia e Produção: Soja, 2017.

OLIVEIRA JUNIOR, A. et al. ESTÁDIOS FENOLÓGICOS E MARCHA DE ABSORÇÃO DE NUTRIENTES DA SOJA. Embrapa Soja; Fortgreen Comercial Agrícola Ltda, 2016. Disponível em: <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1047123>, acesso em: 13/10/2020.

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