A oferta restrita e a necessidade de reposição por parte das indústrias mantiveram os preços do arroz em casca em recuperação no Rio Grande do Sul ao longo de agosto. Neste contexto, a média mensal do Indicador CEPEA/IRGA-RS atingiu o maior patamar, em termos nominais, desde abril do ano passado.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as indústrias enfrentaram dificuldades para adquirir os volumes necessários à composição dos estoques, diante da retração dos fornecedores. Com isso, compradores reajustaram suas ofertas em diferentes momentos e, em algumas negociações, buscaram condições alternativas, como o alongamento dos prazos de pagamento, para viabilizar novos negócios. Os produtores, por sua vez, permaneceram firmes nas pedidas, sustentados pela expectativa de continuidade da valorização.
Com o avanço das cotações, contudo, aumentou a resistência de parte das indústrias em atender aos valores pretendidos pelos produtores. Segundo o Cepea, agentes relataram dificuldade em repassar ao arroz beneficiado os reajustes observados na matéria-prima, o que reduziu o espaço para novas altas nas ofertas de compra. A divergência entre as expectativas de compradores e vendedores limitou as negociações em diferentes momentos do mês.
Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, nos últimos dias do mês foi registrado aumento da disponibilidade de arroz em casca em parte das regiões acompanhadas, o que permitiu, inclusive, a negociação de lotes maiores. A maior oferta, porém, não resultou em recuo das cotações. Além da firmeza dos produtores, a demanda internacional ganhou relevância, sobretudo nas regiões próximas ao Porto de Rio Grande. O interesse externo levou compradores a elevar os valores propostos em determinados lotes e deu novo suporte aos preços.
Fonte: Cepea




