No texto de hoje vamos ver as principais espécies de plantas daninhas classificadas na Família Polygonaceae.

As plantas daninhas da Família Polygonaceae tem distribuição cosmopolita.

Esta família está representada por 20 gêneros e 1.000 espécies. No Brasil, temos 7 gêneros e 240 espécies.

Os gêneros presentes no Brasil são: Polygonum e Rumex.

As plantas desta família preferem áreas úmidas e alagadas.

A principal planta daninha desta família é o cipó-de-viado, que causa prejuízos nas lavouras de trigo, aveia e cevada no Sul do Brasil.

Apresentam porte herbáceo, algumas são de hábito trepador e outras são arbóreas. 

A família pode ser caracterizada por apresentar folhas simples alternadas com a bainha modificada em ócrea, estrutura que envolve o caule, sendo resultante do concrescimento de estípulas.

Bainha modificada em ócrea.

Flores diperiantadas ou monoperiantadas, hermafroditas ou de sexo separado por planta, como ocorre em Triplaris, todas reunidas em inflorescência do tipo cacho ou espiga. 

Fruto seco do tipo aquênio ou núcula sempre trígona.

As principais espécies pertencentes a esta família são:

  • Rumex crispus (azeda crespa, labaça crespa, labaça selvagem, língua de vaca);

Fonte: Manual de Identificação de Plantas Infestantes.

  • Rumex obtusifolius (labaça, língua de vaca).

Fonte: Manual de Identificação de Plantas Infestantes.

Rumex obtusifolius. Fonte: UFSCar (CCA).

Casos de resistência a herbicidas na Família Polygonaceae

No Brasil não temos casos de plantas daninhas desta família resistentes a herbicidas.

No mundo, foram relatados biótipos de 9 espécies.

  • Rumex obtusifolius
  • Rumex dentatus
  • Rumex acetosella
  • Polygonum aviculare
  • Polygonum convolvulus
  • Polygonum hydropiper
  • Polygonum lapathifolium
  • Polygonum pensylvanicum
  • Polygonum persicaria

 

Conclusão

No texto de hoje vimos sobre as plantas daninhas pertencentes à Família Polygonaceae.

Entendemos melhor sobre as principais características das plantas daninhas e as duas espécies presentes no Brasil.

O conhecimento da biologia das espécies de plantas daninhas nos auxilia na tomada de decisão, somente identificando corretamente as espécies é que poderemos selecionar o melhor método de controle. 

Referências utilizadas neste artigo:

Aspectos da biologia e manejo das plantas daninhas / organizado por Patrícia Andrea Monquero – São Carlos: RiMa Editora, 2014.

Manual de Identificação de Plantas Infestantes. Moreira e Bragança (2010). FMC.

Gostou do texto? Tem mais dicas sobre à Família Polygonaceae? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Sobre a Autora: Ana Ligia Girardeli, Sou Engenheira Agrônoma formada na UFSCar. Mestra em Agricultura e Ambiente (UFSCar) e Doutora em Fitotecnia (USP/ESALQ). Atualmente, estou cursando MBA em Agronegócios.

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