*Por Luiz Henrique Carregal

Conhecido como uma das regiões mais prósperas da produção de soja no Brasil, o Sudoeste Goiano conta com 95% de suas áreas cultiváveis dedicadas ao grão durante o verão e demanda um olhar criterioso dos agricultores a respeito das doenças que podem acometer as plantas e afetar os bons resultados na colheita. Para melhor compreender este cenário e as respectivas etapas de observação, é importante destacar os principais desafios presentes na lavoura.

Ao observar o ciclo produtivo, vemos que cada doença na soja carrega características particulares, que variam de acordo com condições ambientais favoráveis, demonstrações de resistência, sintomas e danos causados às plantas. Dentre as principais doenças, podemos destacar as manchas foliares, conhecidas como Doenças de Final de Ciclo (DFC), mancha-alvo, mofo-branco, nematoides e a ferrugem asiática, que se faz presente majoritariamente nas regiões foliares.

As Doenças de Final de Ciclo costumam incidir desde as fases iniciais de desenvolvimento da cultura e reduzem as áreas fotossintéticas das plantas, o que pode causar perdas de até 10 sacas por hectare. A mesma tendência de circunstâncias e prejuízos é identificada nas contaminações pela mancha-alvo, que causa lesões concêntricas de coloração escura e podem ocasionar uma maturação prematura das folhas.

Já no caso do mofo branco, os danos são decorrentes de fungos, que infectam as hastes principais das plantas, impedem a translocação de seiva bruta e causam a morte das mesmas, contabilizando perdas que podem chegar a 60% da produtividade. Em nematoides, que também acometem outras culturas e atacam o sistema radicular das plantas, perdas acima de 50% têm sido verificadas no sudoeste goiano.



Quando lançamos o olhar sobre a ferrugem asiática, encontramos um cenário bastante favorável ao seu controle na região, uma vez que os agricultores têm obedecido os períodos de vazio sanitário com plantas vivas, prática recomendada como forma de manejo contra a doença. Outro fator que contribui com a situação positiva é que 90% das cultivares plantas são de ciclo precoce ou super precoce, o que auxilia o controle de forma considerável.

Para evitar e/ou mitigar perdas decorrentes destas doenças, é fundamental que o agricultor siga as recomendações técnicas de engenheiros agrônomos, que são os profissionais capacitados e habilitados para recomendar a integração das medidas de controle. O manejo integrado também é composto por medidas como a rotação de culturas, uso de sementes com boas condições fisiológicas e sanitárias, adubações equilibradas e boa formação da palhada, especialmente quando abordamos a prevenção ao mofo branco.

Em complemento a estas medidas preventivas de manejo, o emprego de um controle químico adequado também deve ser atrelado à lista de cuidados essenciais, contemplando a escolha de nematicidas e fungicidas seguros e eficazes, aplicáveis por meio de tecnologias adequadas para as lavouras.

*Luiz Henrique Carregal é pesquisador da Agro Carregal Pesquisa e Proteção de Plantas

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Fonte: Assessoria de imprensa ADAMA

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