Os debates sobre sustentabilidade na Abertura Nacional do Plantio da Soja – safra 2019/2020, em Vilhena, RO, terão participação de dois engenheiros agrônomos da Embrapa: Gustavo Spadotti, supervisor do Grupo de Gestão Estratégica da Embrapa Territorial (Campinas, SP), e Vicente de Paulo Campos Godinho, pesquisador da Embrapa Rondônia (Porto Velho, RO). O evento acontece na próxima quinta-feira, 19 de setembro, na Fazenda Jaqueline, com realização da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e do Canal Rural.

Spadotti, da Embrapa Territorial, apresentará os números preliminares da análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado de Rondônia, apontando a dimensão territorial da contribuição dos agricultores para a preservação da vegetação nativa, com informações atualizadas até agosto deste ano.

No Brasil, os dados consolidados de 2018 levantados pelo mesmo centro de pesquisa apontam que 218 milhões de hectares dos imóveis rurais são destinados a áreas de preservação permanente e reserva legal, além de vegetação excedente. Isso equivale a 25,6% do território nacional. “O Brasil é um dos poucos países que possui uma legislação, o Código Florestal, exigindo dos agricultores destinar parte de seus imóveis para a preservação ambiental e os dados mostram o comprometimento deles com o cumprimento da legislação”, lembra Spadotti.

Vicente Godinho, da Embrapa Rondônia, falará sobre Sustentabilidade da produção grãos na Região da Amazônia Ocidental, discorrendo sobre aspectos econômico, ambiental e social da sustentabilidade da produção;  condições edafoclimáticas e logísticas que favorecem o desenvolvimento da agricultura da região; a logística atual e as perspectivas e tendências iminentes que afetam o desenvolvimento da região.

Segundo o pesquisador Godinho, “este é um dos mais importantes eventos da sojicultura brasileira, logo um evento muito importante para os produtores da região. Acreditamos que parte da escolha se deva ao fato de Rondônia viver um momento de expansão da cultura, que cresce a uma taxa de 10% a 15%, conforme dados da Aprosoja, e apresenta condições muito favoráveis para expansão sustentável. É realmente uma grande momento para o Estado no contexto do cultivo da soja.”

Fonte: Embrapa

Texto originalmente publicado em:
Embrapa Territorial
Autor: Vivian Chies - Embrapa Territorial

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