O fosforo é juntamente com o Nitrogênio e o Potássio um dos nutrientes mais importantes para uma planta, sendo indispensável para o crescimento e desenvolvimento das culturas. Em decorrência da quantidade absorvida pela planta, o Fósforo é considerado um macronutriente. As quantidades absorvidas e removidas do elemento para algumas culturas podem ser observadas na tabela 1.

Tabela 1: Absorção e remoção de Fósforo por algumas culturas agrícolas.

Para converter P2O5 em P, multiplicar por 0,4364.
²MS = matéria seca (0% de umidade).
Fonte: Nutri-Fatos, IPNI, Informação agronômica sobre nutrientes para as plantas, n.2.

Quando os níveis de Fósforo estiverem abaixo das necessidades da cultura, deve-se realizar adubação de reposição e manutenção. Nas plantas, o Fósforo desempenha papel fundamental na formação de ATP (Trifosfato de adenosina), sendo ela a principal fonte de energia para a realização de processos como a fotossíntese, divisão celular, transporte de assimilados e carga genética.

Em consequência do seu papel e importância na participação de processos internos da morfologia das plantas, o Fósforo apresenta relação com a produtividade das culturas, na soja por exemplo, NETO et. al, (2010) avaliando doses de adubação fosfatada verificou respostas positivas ao incremento de produtividade até a máxima eficiência agronômica (MEA), conforme apresentado na figura 1.

Figura 1. Rendimento de grãos de soja em função das doses de adubação fosfatada.

MEA: máxima eficiência agronômica. **
Fonte: NETO et. al, (2010).

Fósforo no solo

O Fósforo absorvido pelas plantas, encontra-se presente na solução do solo e por se tratar de um macronutriente necessita constante monitoramento no mesmo. Todo o Fósforo é absorvido nas formas inorgânicas H2PO4 e HPO42- sendo assim, o Fósforo presente na matéria orgânica do solo não está prontamente disponível para absorção das plantas, sendo necessário passar por ação de microrganismos do solo para transformação em forma inorgânica.



Os principais fatores que afetam a disponibilidade de Fósforo para as plantas incluem: teor de argila, níveis de Fósforo, pH e matéria orgânica do solo. A estimativa dos teores de Fósforo no solo para culturas de sequeiro pode ser realizada por meio do método Mehlich – 1.

Quando realizada a adubação com Fósforo no solo, deve-se atentar para alguns cuidados básicos para maximizar a eficiência de absorção deste nutriente pela planta. Um dos cuidados mais importantes é quanto o local de adubação. Por se tratar de um elemento imóvel no solo, é necessário que a adubação fosfatada seja realizada o mais próximo possível das raízes para possibilitar maior absorção do nutriente, logo, recomenda-se a adubação em profundidade (sistema radicular), no processo de semeadura, e não a lanço como possível de ser realizada para o Nitrogênio por exemplo.


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Sintomas de deficiência

Um dos primeiros sintomas observados da deficiência de Fósforo é a diminuição do crescimento das plantas, podendo causar clorose nas folhas e necrose internervais, sendo que as folhas velhas são mais afetadas.

 Algumas plantas, tais como o milho, podem desenvolver uma coloração púrpura ou avermelhada nas folhas inferiores e no caule. Esta condição está associada à acumulação de açúcares em plantas deficientes em Fósforo.

Figura 2: Deficiência de fósforo em soja, à direita (à esquerda, folha com nutrição adequada).

Foto: Nutri – fatos (1996).

Figura 3: Deficiência de fósforo em milho.

Fonte: Antônio Marcos Coelho.

Veja Também: Potássio – importância, manejo e sintomas de deficiência 

Referências:

AGÊNCIA EMBRAPA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA. DIAGNOSE FOLIAR. Disponível em: https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/milho/arvore/CONTAG01_98_298200581534.html acesso em 20/02/2020.

INTERNATIONAL PLANT NUTRITION INSTITUTE. Informação agronômica sobre nutrientes para as plantas, n.3.

NETO, et. al,. ADUBAÇÃO FOSFATADA NA CULTURA DA SOJA NA MICROREGIÃO DO ALTO MÉDIO GURGUÉIA. Rev. Ciênc. Agron., v. 41, n. 2 p. 266-271, abr. 2010.

NUTRI-FATOS. Informação Agronômica sobre nutrientes para as culturas. Arquivo do Agrônomo, n.10, mar. 1996. Disponível em: http://brasil.ipni.net/ipniweb/region/brasil.nsf/0/AB7CA2719FEC206683257AA0003BE92A/$FILE/Nutrifatos.pdf, acesso em 20/02/2020.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. MANUAL DE CALAGEM E ADUBAÇÃO PARA OS ESTADOS DO RIO GRANDE DO SUL E DE SANTA CATARINA. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Núcleo Regional Sul, Comissão de Química e Fertilidade do Solo – RS/SC, 376p. 2016.

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Redação: Maurício Siqueira dos Santos – Eng. Agrônomo.

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