InícioDestaqueMilho-RS: Colheita avança e chega a 41% da área semeada no estado

Milho-RS: Colheita avança e chega a 41% da área semeada no estado

O período registrou significativo progresso na colheita de milho, que foi beneficiada pelas condições climáticas secas e quentes. Essas condições propiciaram a realização da colheita com a umidade dos grãos dentro dos padrões ideais de corte, ou seja, abaixo de 18%.

A área colhida alcançou 41%, e a produtividade das lavouras continua apresentando grande variabilidade, impactando negativamente a média do Estado. Além dos problemas relacionados ao excesso de umidade durante o desenvolvimento das plantas, muitos produtores mencionam que as espigas estão pequenas e apresentam falhas significativas relacionadas a problemas na polinização. Nas áreas mais afetadas por doenças e pragas de difícil controle, as perdas são expressivas, incluindo dificuldades no recolhimento das espigas em função do tombamento das plantas.

Houve pequeno avanço no plantio (1%), influenciado pela redução da umidade no solo em parte do Estado e pelas áreas de resteva, originalmente reservadas para o plantio, que, devido à preservação fitossanitária, foram destinadas à cultura de soja ou feijão 2ª safra.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, houve significativo avanço na colheita de milho na Fronteira Oeste. Em Maçambará, 85% das lavouras já foram colhidas, mas as produtividades, em geral, permanecem abaixo das expectativas dos produtores, comprometendo a margem de lucro em razão do baixo preço pago pelo grão. Em Manoel Viana, a colheita se encaminha para o final. Houve melhorias na produtividade das lavouras
estabelecidas mais tardiamente, atingindo a expectativa inicial de 7.200 kg/ha e, em alguns casos, de 10.000 kg/ha, segundo relatos. A área destinada ao plantio de milho safrinha deve sofrer redução devido à preocupação dos produtores com a alta pressão de ataques de cigarrinha e pulgão, além da tendência de redução do preço do grão.

Na de Erechim, entre as fases da cultura, 10% das áreas estão em floração, 20% em enchimento de grãos, 30% em maturação, e 30% foram colhidas. A produtividade ainda varia entre 4.000 e 11.000 kg/ha, mas a média está abaixo do esperado.

Na de Ijuí, a área colhida evoluiu rapidamente de 40% para 77%, facilitada pela redução da umidade nas espigas. A produtividade é variável, e predominam lavouras com problemas.

Esse cenário resulta em redução estimada de aproximadamente 30% da expectativa inicial na média da região, apesar das condições climáticas favoráveis para a cultura. Também se observou uma redução na área destinada ao cultivo consecutivo de milho. Nessas áreas, os
produtores estão optando pelo plantio de soja, visando mitigar o aumento de pragas e doenças de difícil controle.

Na de Passo Fundo, 20% das áreas encontram-se na fase de enchimento de grãos, 50% em maturação, e 30% foram colhidas. Na de Pelotas, prosseguiram os plantios em toda a região. Apesar da ausência de chuvas no período, os solos ainda mantiveram os teores adequados de umidade, permitindo aos produtores realizar a operação e aproveitar ao máximo a janela de plantio em janeiro. As lavouras apresentam bom desenvolvimento. Foram realizadas adubações de cobertura com nitrogênio e demais tratos culturais, incluindo o controle de plantas invasoras e pragas. Há expectativa muito positiva de produtividade.

Na de Santa Maria, observa-se o início de alguns plantios de segunda safra, especialmente na região de Restinga Seca. As primeiras lavouras semeadas com híbridos de ciclo mais curto estão em fase de maturação, e algumas já estão sendo colhidas. As demais apresentam bom aspecto geral bem como desempenho fisiológico e nutricional satisfatório.

A cigarrinha-do-milho, em razão da alta ocorrência, demanda atenção dos agricultores. Na de Soledade, o período de tempo firme favoreceu a colheita em áreas semeadas em agosto e setembro. As produtividades são variáveis, mas geralmente têm alcançado bons patamares.

As lavouras colhidas e manejadas com tecnologia adequada apresentam produtividades entre 7.800 e 9.000 kg/ha, e os grãos apresentam boa qualidade. No entanto, em algumas lavouras de alta tecnologia, as produtividades foram afetadas pela incidência de doenças foliares, principalmente em decorrência da umidade excessiva do ar e do solo.

A presença de cigarrinha, nessas áreas, potencializou a incidência de doenças foliares oportunistas, como fusariose e bacterioses, afetando significativamente algumas cultivares,
enquanto outras mantiveram elevadas produtividades nas mesmas condições de tecnologia utilizada. As lavouras onde a semeadura foi realizada em períodos intermediários e tardios continuam desenvolvendo-se e apresentando ótimos patamares produtivos. Quanto ao desenvolvimento, 45% das lavouras estão na fase vegetativa; 4%, em florescimento; 20%, em enchimento de grãos; 28%, em maturação; e 3% já foram colhidas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, teve redução de 3,46%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 54,90 para R$ 53,00.

Fonte: EMATER/RS

Equipe Mais Soja
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