Integrando o time de plantas daninhas de difícil manejo e controle em culturas agrícolas, as plantas do gênero Amaranthus preocupam por suas características morfológicas e elevada habilidade competitiva. O gênero possui cerca de 60 espécies, das quais algumas são cultivadas e outras plantas daninhas, a exemplo do Amaranthus palmeri; Amaranthus retroflexus, Amaranthus viridis; Amaranthus hybridus, entre outras (Zanatta et al., 2008).
Conforme destacado por Gazziero & Adegas (2016), dependendo da espécies de caruru e nível de infestação, perdas produtivas de 80 a 90% podem ser observadas em lavouras soja, milho e algodão, sendo o Amaranthus palmeri uma das espécies como maior potencial em causar danos. Conhecido popularmente como caruru-girante, o Amaranthus palmeri apresenta resistência a herbicidas e foi encontrada no Mato Grosso em 2015 (Gazziero & Adegas, 2016). Embora ainda seja considerado uma praga quarentenária desse Estado, a possibilidade do caruru-gigante infestar mais áreas de cultivo preocupa agricultores brasileiros.
Segundo Mauro Antônio Rizzardi, professor da Universidade de Passo Fundo, o crescimento populacional de espécies de caruru como o Amaranthus palmeri; Amaranthus retroflexus e o Amaranthus hybridus, tem colocado a caruru entre as principais espécies de plantas daninhas de culturas como a soja. Embora possam ser observadas diferenças entre as espécies, em algumas situações a identificação do caruru pode ser um tanto quando complicada, contudo, algumas características e particularidades dessas daninhas podem ser utilizadas como ferramentas de identificação, tais como o pecíolo de folhas do A. palmeri.
Figura 1. Característica de identificação do A. palmeri.

Maiores Características morfológicas entre espécies do gênero Amaranthus que podem auxiliar na identificação do caruru pode ser observadas na tabela 1.
Tabela 1. Características morfológicas entre espécies do gênero Amaranthus.

Conforme mencionado por Rizzardi, a maior concentração do A. palmeri ocorre na região Centro-Oeste do País, mais especificamente no estado do Mato Grosso, enquanto a maior concentração do A. retroflexus ocorre principalmente na região Sul do Rio Grande do Sul e o Amaranthus hybridus nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Veja mais: MISSÃO CARURU – Episódio 4 – O caruru é preocupante? Sua fisiologia explica a vantagem competitiva
Quer saber mais sobre o caruru ?
Confira as dicas do Professor Mauro Rizzardi e fique ligado(a) nos próximos episódios da MISSÃO CARURU.
Referências:
GAZZIERO, D. L. P.; ADEGAS, F. S. Amaranthus palmeri NO BRASIL. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 88, 2016. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355202/1529289/comunicado_tecnico_88OL.pdf/b1da30af-4f5e-4a10-abdd-06d6fd69490f >, acesso em: 04/06/2021.
GAZZIERO, D. L. P.; ADEGAS, F. S. Amaranthus palmeri NO PARANÁ: ALERTA, É MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR, Embrapa, 2016. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355202/1529289/Folder_Amaranthus_Palmeri/df046462-28fc-4b35-806b-752c28ec760c?version=1.0 >, acesso em: 04/06/2021.
GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa, Circular Técnica, n. 384, 2017. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/159778/1/Doc-384-OL.pdf >, acesso em: 04/06/2021.
ZANATTA, J. F. et al. TEORES DE ÁGUA NO SOLO E EFICÁCIA DO HERBICIDA FOMESAFEN NO CONTROLE DE Amaranthus hybridus. Planta Daninha, Viçosa-Mfl v.26,n.l,p. 143-155,2008. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pd/a/W8TpHNGhgFrFg3NnwSGkgMH/abstract/?lang=pt >, acesso em: 04/06/2021.