É comum observar a presença de pragas na cultura do trigo, tornando necessário adotar práticas de manejo que possibilitem o controle eficiente dessas pragas, visando não só a manutenção da produtividade, mas também da qualidade dos grãos e sementes produzidos.

Algumas pragas por apresentarem maior persistência na cultura do trigo, são consideradas pragas-chave, acometendo a cultura, ano após ano. Compondo esse grupo, podemos destacar percevejos, lagartas desfolhadoras, pulgões e corós.

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Caso não sejam controladas corretamente, essas pragas podem causar significativas perdas produtivas na cultura do trigo, a exemplo dos pulgões, que conforme destacado por Franco & Evangelista (2018), podem causar reduções médias de produtividade de até 20%. Sendo assim, deve-se intensificar o monitoramento de pragas no trigo, identificando as principais espécies para definir o melhor momento de controle com base nas recomendações técnicas para a cultura.



Para tanto, é preciso conhecer os níveis de ação pré-estabelecido para o controle de pragas no trigo. Conhecer esses níveis de ação contribui para a melhor assertividade do momento de controle, reduzindo as perdas produtivas e qualitativas causadas pelo ataque das pragas.

Conforme demonstrado por Pereira; Salvadori; Lau (2010), além da espécie de praga, os níveis de ação podem variar em função do período do desenvolvimento do trigo em que as pragas acometem a cultura, havendo maior necessidade em intensificar o monitoramento, dependendo da praga e período de ocorrência.

Figura 1. Níveis de ação para as pragas-chave da cultura do trigo, tendo como referência os estádios de desenvolvimento da cultura.

Fonte: Pereira; Salvadori; Lau (2010)

Para maior compreensão, os níveis de ação para o controle das principais pragas do trigo, estão melhor detalhados na tabela 1.

Tabela 1. Níveis de ação para as principais pragas da cultura do trigo.

“¹Denominado Rhopalosiphum graminum pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; ²Mínimo de 10 pontos amostrais por talhão; ³Níveis de ação válidos para as regiões tritícolas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e apenas para a Região 1 do Paraná; 4Níveis de ação válidos para as regiões tritícolas 2 (PR), 3 e 4, tendo em vista a predominância de D. melacanthus nessas regiões; ” Adaptado: Franco & Evangelista (2018)

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Referências:

FRANCO, F. A.; EVANGELISTA, A. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRA 2018. Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, 2018. Disponível em: < https://www.reuniaodetrigo.com.br/download/2018-indicacoes-tecnicas-Trigo-e-Triticale.pdf >, acesso em: 20/05/2022.

PEREIRA, P. R. V. S; SALVADORI, J. R.; LAU, D. TRIGO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa Trigo, Senar – PR, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/887068/trigo-manejo-integrado-de-pragas >, acesso em: 20/05/2022.

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