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O que pode acontecer com a cultivar IRGA 431 CL semeada no início de setembro já estando no período reprodutivo

Na última semana, 6 a 10 de dezembro de 2021, as parcelas da cultivar IRGA 431 CL, do experimento de épocas de semeadura da Estação Experimental do Arroz do IRGA, em Cachoeirinha, entraram no estádio reprodutivo R2, também conhecido como emborrachamento (Foto 1). A semeadura dessa época ocorreu em 1º/9/2021; ou seja, a 1ª época do experimento, que conta com seis épocas de semeadura. O estádio R2 é crítico no que diz respeito à temperatura, sobretudo às mínimas. A ocorrência de ventos secos ou úmidos reduz a fecundação e, por consequência, o número de grãos formados. Além disto, baixas temperaturas da água e do ar também podem causar esse efeito. O resultado é a redução da produtividade.

Foto 1: planta de arroz no estádio de desenvolvimento reprodutivo R2 (formação do colar da folha bandeira, ou emborrachamento) – Foto: Gabriela Mietlicki

Além das baixas temperaturas, a menor radiação solar durante o período reprodutivo também contribui para a diminuição da produtividade. A cultivar IRGA 431 CL possui ciclo precoce e em semeaduras do cedo (início de setembro) entra precocemente no período reprodutivo. Neste ano, o IRGA 431 CL semeado em 1º de setembro entrou na diferenciação da panícula (R1) em 18/11 (Foto 2).

Nessa época de semeadura, a radiação solar ainda é baixa e, com isto, não há acumulo suficiente de radiação solar para alcançar altas produtividades. É por isto, que não é recomendada a semeadura de cultivares de ciclo precoce no início de setembro. Devido a esses fatores a recomendação é que a cultivar IRGA 431 CL seja semeada somente a partir do mês de outubro, preferencialmente do dia 15 de outubro a 10 de novembro. Mais informações sobre essa cultivar estão disponíveis na Circular Técnica Nº 2: “IRGA 431 CL: resistência à brusone e excelente qualidade de grãos” e na Circular técnica Nº 7: “Desempenho da Cultivar IRGA 431 CL na safra 2019/20: manejo para alta produtividade e qualidade de grãos”, disponíveis em: https://irga.rs.gov.br/circular-tecnica-5d2ddcbb4381f.

Foto 2: planta de arroz no estádio de desenvolvimento reprodutivo R1 (diferenciação da panícula) – Foto: Jossana Cera

Autora: Jossana Ceolin Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga.

Fonte: IRGA

Vitene

Equipe Mais Soja
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