InícioDestaquePirataria segue afetando agricultura brasileira, alerta especialista

Pirataria segue afetando agricultura brasileira, alerta especialista

Apesar de uma constante fiscalização, há um volume considerável de sementes piratas no mercado brasileiro, que afeta a produtividade e coloca o status sanitário da produção de soja, milho, arroz, feijão, trigo e pastagem em risco. A afirmação é do engenheiro agrônomo e Gerente de Produto da Produce, Juliano Ribeiro, que avalia a entrada de sementes piratas nas lavouras, como um desafio para eficiência produtiva.

Segundo o especialista, além de informações básicas sobre a origem das sementes é primordial se atentar ao histórico daquele híbrido ou variedade. “Carga desacompanhada de nota fiscal, anotações com nome da empresa e recomendações feitas manualmente, sacaria branca ou sem identificação são alguns dos sinais de alerta para o agricultor”, explica Ribeiro. “Mas o produtor precisa ir além, é fundamental conhecer testes e pesquisas realizadas com as sementes, que comprovem resultados para região, comprar de empresa registradas e fiscalizadas pelo MAPA, conferir se na embalagem recebida consta informação básicas de identificação do produtor, identificação do lote, se o termo dos testes em laboratório de germinação e vigor está acompanhando a nota fiscal.”, recomenda Ribeiro.

Ao comprar sementes certificadas, o produtor deseja que o produto tenha alta germinação, vigor, pureza e esteja sadio. Estas garantias estão em legislação e empresas que adotam as medidas exigidas pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e normas de padrões estabelecidos pelo MAPA.

O custo com sementes de soja em Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi de R$ 600 por hectare, na safra atual, segundo a Aprosoja/MS. Valor semelhante ao estimado pelo IMEA, em Mato Grosso, que projeta para a safra de soja 2023/24, o custo com sementes de R$ 612,63, por hectare. “Estamos falando de um investimento considerável, de 8 a 10% do total investido em uma safra. É um valor que impossibilita riscos e torna inviável qualquer alternativa não segura, como a adesão por sementes piradas, por exemplos, que trazem consequências bem maiores que só o investimento”, explica Gerente de Produto da Produce Juliano Ribeiro.

Além do impacto à produtividade, as sementes ilegais carregam o risco sanitário. Segundo Ribeiro, não é possível verificar a quais pragas e doenças a semente estão levando para a lavoura e a biologia do solo, o que pode estimular um prejuízo inclusive aos produtores rurais vizinhos. “É imensurável a consequência, novas ervas daninhas, mofo branco (hoje uma das grandes doenças levadas na maior dos casos por semente de feijão, pastagem e soja pirata), novos fungos, são só alguns dos exemplos que essas sementes podem estimular. É imprescindível que o produtor rural conheça a origem de tudo o que colocamos na terra”, finaliza Juliano Ribeiro.

Comercializar e comprar sementes piratas é crime, gera processos administrativos de cunho federal e estadual, e pode gerar multa conforme a legislação, seja pela lei de proteção de cultivares (nº 9456/1997), ou pela lei de sementes e mudas (nº 10.711/2003), movidas por empresas detentoras dos direitos genéticos e de biotecnologia das respectivas cultivares.

Fonte: Assessoria de Imprensa Produce



Equipe Mais Soja
Equipe Mais Soja
A equipe editorial do portal Mais Soja é formada por profissionais do Agronegócio que se dedicam diariamente a buscar as melhores informações e em gerar conteúdo técnico profissional de qualidade.
Artigos relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Populares