Quais as oportunidades do agro são mais interessantes para as startups investirem? A pergunta surgiu na primeira noite do festival Pint of Science 2019 em São Carlos, realizada segunda (20) no Onovolab e que discutiu “A ciência no campo: na vibe das agritechs”. O evento teve a participação das pesquisadoras Débora Milori, da Embrapa Instrumentação, Patrícia Menezes, da Embrapa Pecuária Sudeste, e Anielle Ranulfi, da startup Brasil Agritest.

Biotecnologia, controle biológico de pragas e agricultura digital foram algumas indicações apontadas por Débora. Patrícia logo complementou dizendo que algumas soluções apresentadas por startups do agro precisam ser aplicadas em todo o país, o que se configura em um desafio, já que o Brasil ainda carece de infraestrutura – incluindo conectividade – e que existem produtores em níveis tecnológicos muito distintos.



As perguntas apresentadas pelo público incluíram pedidos de orientações para uma startup iniciante que pretende interligar o produtor ao mercado de orgânicos; a formação na área de agrárias desconectada do universo tecnológico; as diferenças e a importância das pesquisas agropecuárias realizadas por empresas públicas e privadas; as vantagens e os riscos/problemas do uso de defensivos agrícolas e da produção orgânica, entre outras.

Anielle contou um pouco da sua trajetória desde a época da graduação, passando pela pós e agora atuando na startup. Por meio de um processo de inovação aberta, a pesquisadora, que é física biomolecular, utiliza laboratórios da Embrapa numa cooperação técnica, mas mantém vínculo com a Brasil Agritest, de Curitiba, que decidiu investir no agro.

Pint of Science continua no Onovolab,  no La Casa Conveniência e no Mandala até quarta-feira (22), sempre a partir das 19h30.

Fonte: Embrapa

Texto originalmente publicado em:
Embrapa
Autor: Ana Maio - Embrapa Pecuária Sudeste

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