A depreciação do dólar em relação ao real e a queda na Bolsa de Nova York na quarta-feira fizeram com que os preços domésticos de algodão encerrassem abaixo do patamar de R$ 5,00 por libra-peso pela primeira vez desde o dia 23 de abril.

No polo industrial paulista, a fibra fechou o dia 2 de junho cotada a R$ 4,99 por libra-peso, com queda de 0,51% em relação à véspera. Comparado ao mesmo período do mês e do ano passado, acumulava queda de 3,6% e alta de 84,8%, respectivamente.

No FOB exportação do porto de Santos/SP, o produto brasileiro fechou a quarta-feira indicado a 96,27 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,5% em relação ao dia anterior. Ante ao contrato julho/21 da Ice Futures, a pluma brasileira encerrou cotada a um valor 14,9% superior. Há uma semana, era 11,9% mais elevada. Há um mês, era 8,6% mais alta.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, com a iminência da entrada da safra nova e as variáveis apontando para novos recuos de preços, os compradores têm adotado uma postura retraída, adquirindo apenas para necessidades imediatas.

As exportações brasileiras de algodão bruto somaram 115,243 mil toneladas em maio (21 dias úteis), com média diária de 5,487 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 200,870 milhões, com média diária de US$ 9,565 milhões. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em relação à igual período do ano anterior, houve avanço de 57,80% no volume diário exportado (3,477 mil toneladas diárias em maio de 2020). Já a receita diária teve elevação de 82,48% (US$ 5,241 milhões diários em maio de 2020).

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Rodrigo Ramos - Agência SAFRAS

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