A semeadura do trigo se aproxima e com ela certas práticas de manejo de fundamental importância para o sucesso do estabelecimento da lavoura. Uma dessas práticas é o tratamento de sementes com fungicidas. Além do conhecido tratamento de sementes com inseticidas para controle de pragas iniciais da cultura, o tratamento de sementes com fungicidas busca proporcionar proteção contra doenças iniciais do trigo.

Sendo assim, o adequado tratamento de sementes é tão importante quando a escolha e posicionamento da cultivar. O tratamento de sementes seja ele On Farm ou industrial (TSI), desempenha papel fundamental do estabelecimento e estande de plantas de trigo, sendo indispensável para a obtenção de adequadas densidades de plantas, principalmente em áreas com histórico de ocorrência de doenças.



Doenças como manchas foliares, ou até mesmo a podridão comum das raízes em plantas de trigo ocasionada pelo Fusarium spp. e Bipolaris sorokiniana, podem causar redução significativa do estande de plantas e produtividade da cultura, sendo essencial trabalhar com o tratamento de sementes visando reduzir a incidência dessas doenças nos estádios iniciais do desenvolvimento do trigo e manejando-as da melhor forma possível.

Figura 1. Podridão comum das raízes em plantas de trigo, causada por Fusarium spp. e Bipolaris sorokiniana: (à esquerda), em comparação a raízes sadias (à direita) (Embrapa, 2013).

Fonte: Embrapa (2013)

Conforme destacado pela Pesquisadora da CCGL, Caroline Wesp Guterres, grande parte dos fungos causadores de doenças do trigo podem estar presentes inclusive nas sementes, especialmente em sementes oriundas de áreas de monocultivo. Sendo assim, para um adequado tratamento de sementes, realizar análise de patologia das sementes do lote utilizado é fundamental para a escolha dos princípios ativos que irão compor o tratamento de sementes.

Caroline destaca que “pensando em manchas foliares”, a Iprodiona tem-se mostrado um dos ativos mais eficientes para uso no tratamento de sementes, assim como o Carbendazim para Fusarium spp. Embora o Oídio seja uma doença não transmitida por sementes, Guterres explica que a utilização de fungicidas Triazóis tem surtido efeito significativo para o controle da doença no tratamento de sementes de trigo, principalmente se tratando de cultivares suscetíveis.

Em virtude das previsões climáticas para o próximo trimestre, e o predomínio da condição de Neutralidade com relação a fenômenos climatológicos, provavelmente o desenvolvimento do Oídio (Blumeria graminis f. sp. tritici) será beneficiado pelas condições climáticas. Conforme destacado por Bacaltchuk et al. (2006), dias amenos e secos, com temperaturas variando entre 15 a 22°C são ideais para o desenvolvimento do oídio, doença essa cujos danos podem variar de 15 a 62% na cultura do trigo, sob condições de clima favoráveis ao desenvolvimento da doença.

Confira o vídeo abaixo com as dicas e contribuições da Pesquisadora da CCGL Caroline Wesp Guterres.


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Referências:

BACALTCHUK, B. et al. CARACTERÍSTICAS E CUIDADOS COM ALGUMAS DOENÇAS DE TRIGO. Embrapa, Documentos, n. 64, 2006. Disponível em: < http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/do/p_do64.pdf >, acesso em: 15/06/2021.

EMBRAPA MULTIMÍDIA IMAGE BANK. PODRIDÃO COMUM DAS RAÍZES DE TRIGO. Embrapa, 2013. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-imagens/-/midia/1015001/podridao-comum-das-raizes-de-trigo >, acesso em: 15/06/2021.

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