A ExpoTec 2019, exposição de tecnologias para agricultura e pecuária em Goiás, foi aberta nesta quinta-feira (25/04) na sede da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO), e contou com cerca de 400 participantes, entre técnicos, estudantes, professores, representantes de instituições e profissionais de transferência de tecnologia. O aplicativo “Dr. Feijão” e a BRS A501 CL, primeira cultivar de arroz de terras altas resistente a herbicida, foram alguns dos destaques no primeiro dia do evento.

Integração Sustentável do Arroz a Sistemas de Produção

Dentro da perspectiva de melhor integrar o arroz de terras altas a sistemas produtivos, em rotação de culturas, com uso otimizado de insumos, o pesquisador em melhoramento de plantas de arroz, Adriano Castro, apresentou a cultivar BRS A501 CL. Lançada há um ano, a variedade possui elevada produtividade, qualidade de grãos e tem como diferencial para o produtor a resistência a herbicida, o que torna o material uma alternativa para o controle de plantas daninhas.

“A BRS 501 CL é a primeira cultivar de arroz de terras altas com resistência a herbicida no Brasil e no planeta. A resistência a herbicida foi identificada dentro do próprio arroz, ou seja, a variedade não é transgênica; e o herbicida que ela é resistente pertence ao grupo das imidazolinonas, que possui ação total com eficiência muito grande. Essa cultivar é recomendada para áreas velhas em rotação com soja, feijão, milho e trigo. Na sojicultora, por exemplo, a rotação de culturas com a variedade pode ajudar no controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato. Você planta a soja no início da safra; tira a soja em janeiro; e planta o arroz, com o benefício do ponto de vista agronômico da rotação de culturas e, em relação ao controle de plantas daninhas, com a rotação de herbicidas”, disse Adriano Castro.

Com isso, o agricultor faz o manejo da lavoura e deixa ela preparada para as culturas sucessoras. “Áreas de soja cultivadas após arroz têm em torno de 10% a 15% a mais de produção”, afirmou o pesquisador. Ele contou que constatou essa situação junto a produtores de municípios de Sorriso e Sinop no Mato Grosso.



Outra aplicação citada por Adriano Castro é o uso da BRS 501 CL para renovação de pastagem, com o plantio consorciado com cultivares forrageiras de panicum e braquiária. Nesse caso, ele explica que, após o plantio, aplica-se o herbicida para segurar a forrageira. Posteriormente, colhe-se o arroz e resta a pastagem renovada a um custo abatido pela renda gerada com a produção do arroz.

Além da BRS 501 CL, Adriano Castro mostrou ainda novidades que virão a partir da próxima safra, como a BRS A502 e também lançamentos mais antigos como a cultivar para a agricultura familiar BRSGO Serra Dourada, fruto de uma parceria com a Emater e a Universidade Federal de Goiás.

A ExpoTec 2019 contou ainda com a apresentação de cultivares de amendoim, milho, sorgo granífero, soja e feijão. Houve demonstrações de uso de drones. Para mais informações, clique aqui.

Autores: Embrapa, Hélio Magalhães/ Henrique Oliveira/ Rodrigo Peixoto

Texto originalmente publicado em:
EMBRAPA
Autor: EMBRAPA

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