O atraso na atracação dos navios no Porto de São Francisco do Sul, para descarregar as matérias-primas para a produção de fertilizantes, continua preocupando as cooperativas do grupo Fecoagro. Além de ocasionar enormes prejuízos nos custos dos navios que cobram estadia por não poder atracar no Porto, também oferece riscos de atrasar as entregas do produto acabado que as cooperativas adquiriram para distribuir aos agricultores. Está chegando a época de aplicar os adubos no solo e não chegam na fábrica. A Fecoagro já teve que fazer diversos ajustes nas produções para não parar a fábrica e também desviar navios para outros Portos para agilizar os descarregamentos, arcando com custos elevados com fretes para transferir as matérias-primas até sua fábrica em São Francisco do Sul.

A Administração do Porto publicou nota dizendo que o descarregamento está normal, o que Fecoagro não concorda, pois tem navio com mais de 20 dias de espera, e isso nunca aconteceu antes. A Fecoagro já vem relatando o problema desde abril, não só para o Porto, mas para o Governo do Estado que é o controlador daquela unidade portuária, mas de concreto, por enquanto nada foi feito. A preocupação continua porque ainda existem outros 10 navios para chegar com matéria-prima para a Fecoagro e outras empresas de fertilizantes e se não houver alguma providência no Porto, certamente vai faltar produtos para o plantio de verão.

O argumento do Porto é de que aumentou muito a demanda e falta infraestrutura para atender a todos. A justificativa da Fecoagro é que os demais produtos que estão chegando, principalmente aço, antes não vinham por esse Porto, e não tem calendário agrícola e poderia ser esperado, mas o Porto não enxerga dessa forma. A indústria da Fecoagro está instalada no Porto de São Francisco do Sul há mais de 15 anos, e está sendo ignorada tanto a sua expressão em movimento como a necessidade de cumprir o calendário agrícola. A Fecoagro tem vendas feitas de mais de 170 mil toneladas de fertilizantes que estão com atraso de entrega. Está trabalhando 24 horas por dia, mas se faltar matéria pode ocorrer de ter que paralisar na próxima semana se os navios não forem antecipados. Além dos atrasos já estão consumados prejuízos de mais de R$ 15 milhões de demurrage, ou seja, multa de estadias de navios que não atracam conforme foi contratado na aquisição dos fertilizantes.

Foto: SCPar Porto de Sâo Francisco do Sul

Fonte: Fecoagro/SC.

Texto originalmente publicado em:
Fecoagro SC
Autor: Fecoagro SC

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