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Seagri monitora possível ocorrência de planta daninha no DF

A Secretaria da Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) iniciou no mês de março um monitoramento das áreas rurais do DF em busca de uma perigosa e resistente praga. A Amaranthus palmeri (Caruru-palmeri), é uma planta daninha exótica considerada como praga quarentenária, e teve seu primeiro relato no Brasil em 2015, no Mato Grosso.

O objetivo das inspeções realizadas pelas principais áreas rurais da capital é verificar se há a presença da praga no Distrito Federal. Segundo a subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF, Danielle Araújo, esse monitoramento das áreas agrícolas é essencial para a definição de estratégias de prevenção, controle da disseminação e se necessário, erradicação da praga. “Até o momento, não há evidências da existência da Caruru-palmeri no DF”, esclarece. “Quando as equipes da Defesa Agropecuária identificam plantas suspeitas de serem a praga, coletam amostras, que são enviadas aos laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura para análise e confirmação da espécie, que só pode ser feita em laboratório por meio de marcadores moleculares”, esclarece a subsecretária da Seagri-DF.

Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Seagri-DF, Aramis Beltrami, a praga possui grande potencial de proliferação, e pode acarretar grandes prejuízos econômicos. ”Em função da sua resistência a herbicidas, aliado ao seu potencial de proliferação, esta praga pode causar prejuízos que vão desde o aumento do custo de produção, pela intensificação do uso de herbicidas, até a redução da produtividade nas lavouras”, explica. “Por ser resistente aos principais herbicidas do mercado, e de fácil disseminação, a Caruru-palmeri é de difícil controle”, complementa Aramis Bletrame.

A prevenção da entrada da praga é importante para a sustentabilidade da agricultura local. O gerente de Sanidade Vegetal da Seagri-DF afirma que, segundo a Sociedade Americana de Ciência de Plantas Daninhas (WSSA, na sigla em inglês) a Amaranthus Palmeri é classificada como a maior problemática dos Estados Unidos. “Os danos podem ir desde perdas de produtividade, passando por um aumento de custos e chegando até à inviabilização da colheita”, esclarece. “Há relatos de perdas elevadas em diversas culturas, chegando a cerca de 79% na soja e até 90% nas plantações de milho”, relata Beltrami.

Para a subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF, a cooperação dos produtores locais na identificação de possíveis ocorrências da praga é essencial. “A participação dos agricultores na prevenção e controle da praga é fundamental, pois eles conhecem suas lavouras e conseguem apontar eventuais plantas resistentes, em especial quando da senescência das folhas da cultura da soja, por exemplo. Essa detecção precoce nos permite implementar ações para evitar a disseminação da praga”, conclui Danielle Araújo.

A Gerência de Sanidade Vegetal da Seagri-DF elaborou um formulário para que produtores possam alertar a Seagri-DF caso encontrem a praga em sua propriedade. O documento apresenta imagens das plantas e alguns exemplos de práticas preventivas e de mitigação dos riscos contra a praga.

Clique aqui para acessar o formulário

Práticas preventivas contra a Amaranthus palmeri

  1. Limpeza rigorosa de máquinas e implementos, principalmente aqueles provenientes de áreas onde existem plantas de Amaranthus palmeri;
  1. Uso de sementes de procedência, com garantia de não apresentarem sementes da praga quarentenária;
  1. Monitoramento das áreas e imediata eliminação dos primeiros focos de contaminação ou plantas introduzidas por fezes de pássaros, animais silvestres e de criação. Evitar que plantas introduzidas produzam sementes;
  1. Eliminação dos focos em área marginais tais como carreadores, beiras de cerca, terrenos não cultivados e culturas perenes;
  1. Uso de culturas que produzam alta taxa de crescimento e formação de palhada, tais como aveia, trigo, brachiaria ruziziensis, em rotação de cultura;
  1. Adoção de manejo integrado, visando diversificar os métodos de controle, além do método químico, entre eles: rotação de culturas, rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, capina manual ou aplicação direcionada, em casos de focos iniciais;
  1. Utilização de herbicidas com ação em pré-emergência, e;
  1. Controle de plantas daninhas na entressafra.

Fonte: Seagri-DF



 

Equipe Mais Soja
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