Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, uma série de pragas podem incidir sobre a cultura, causando perdas significativas de produção, afetando não só a quantidade produzida, como também a qualidade da produção.  Lagartas, percevejos e coros, estão entre as principais pragas que acometem a cultura, sendo frequentemente encontradas em lavouras de soja.

A grande variedade de plantas hospedeiras de pragas, facilita a manutenção das populações de insetos, contribuindo para a sobrevivência deles nos períodos entressafra. Além disso, área de bordadura das lavouras, com grandes populações de plantas daninhas ou até mesmo matas ou florestas, servem de abrigo para as pragas nos períodos entressafra.

Tendo em vista que existe a necessidade em controlar essas pragas e que a incidência delas em meio a cultura da soja infelizmente é comum, é necessário adotar algumas medidas de controle e manejo que contribuam para a manutenção da produtividade da soja e controle eficiente dessas pragas.

Uma das principais medidas adotadas, especialmente se tratando de pragas que atacam a soja no início do seu desenvolvimento é o tratamento de sementes com inseticidas. Posteriormente, é possível aderir ao controle biológico em algumas situações e também ao controle químico quando atingidos os níveis de ação para a praga, sendo esse último, o método de controle mais empregado em lavouras comerciais.

Figura 1. Níveis de ação para as principais pragas da soja.

Fonte: Grigolli & Grigolli (2018).

Contudo, para um adequado posicionamento de inseticidas, o monitoramento da área de produção é determinante. Entre outros benefícios, o monitoramento das lavouras permite avaliar a evolução populacional de algumas pragas, a fim de determinar o melhor momento de controle. Para tanto, é preciso conhecer os estádios do desenvolvimento da soja e períodos onde há a maior concentração de determinada praga, assim como os danos causados por elas.

A exemplo, embora muitas vezes seja possível observar a presença de percevejos durante o período vegetativo da soja, nesse período eles atuam basicamente como vetores de transmissores de algumas viroses, sendo que os maiores dados decorrentes do ataque da praga, são observados quando há presença de percevejos durante o período reprodutivo da soja, mais especificamente no enchimento de grãos.



Sendo assim, o monitoramento de pragas é determinante para o planejamento das aplicações de defensivos agrícolas e o posicionamento de produtos, a fim de evitar maiores perdas produtivas e qualitativas da soja. Confira abaixo os períodos com maior probabilidade da ocorrência das principais pragas na cultura da soja.

Figura 2. Níveis de ação no controle de lagarta e percevejos e probabilidade de ocorrência das principais pragas da soja em relação à fenologia da cultura.

Fonte: Degrande & Vivan (2012)

Veja mais: Como a fisiologia dos insetos-praga interfere no seu manejo?


Referências:

DEGRANDE, P. E.; VIVAN, L. M. PRAGAS DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja e Milho 2011/2012, 2012. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/base/www/fundacaoms.org.br/media/attachments/138/138/newarchive-138.pdf >, acesso em: 06/01/2021.

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