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Soja fechou a semana em alta puxada pela valorização dos subprodutos

FECHAMENTOS DO DIA 05/07

O contrato de soja para julho24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 1,02%, ou $ 12,00 cents/bushel a $ 1188,50; A cotação de setembro24, fechou em alta de 0,73 % ou $ 8,50 cents/bushel a $ 1166,25. O contrato de farelo de soja para agosto fechou em alta de 2,04 % ou $ 7,1 ton curta a $ 357,3 e o contrato de óleo de soja para agosto fechou em alta de 1,87 % ou $ 0,91/libra-peso a $ 49,55.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana em alta. Alguns fatores climáticos, como a necessidade de chuvas no leste do cinturão da soja/milho nos EUA, deram suporte a oleaginosa. No entanto, o grande impulso da semana foi a forte alta do óleo de soja. O subproduto foi muito valorizado nos últimos dias devido a demanda interna e a disputa comercial entre a Indonésia e China. Para o fechamento de agosto, o óleo de soja valorizou
12,43% ou 5,48 libras/peso, o melhor resultado da semana no complexo de grãos negociados na CBOT. O grão valorizou 2,89% ou $32,75 cents/bushel no período. O farelo de soja subiu 3,25% ou $11,25 ton curta no acumulado da semana.

Análise semanal da tendência dos preços
FATORES DE ALTA

a) Problemas entre Indonésia e China: a Indonésia quer aplicar 200% de tarifas sobre as importações chinesas que, em retaliação, deixará de comprar 6,5 milhões de toneladas de óleo de palma indonésio. Num primeiro momento o mercado interpretou que a China teria que aumentar a importação de óleo de soja, mas ficam duas perguntas: para quem a Indonésia vai vender seus 6,45 MT de óleo de palma? E, se a China aumentar a demanda por óleo de soja, o que fazer com o farelo que inevitavelmente será produzido a mais? Contudo, pela alta desta sexta-feira, o mercado ainda está precificando com alta o problema entre estes dois países;

b) Na China os leilões tiveram aumento de 38,3% no volume para 915.000 toneladas, a maioria das quais comprada em 2021. Desde janeiro, o total leiloado atingiu 8,75MT, alta de 19,2%;

c) No Brasil, fortes volumes de venda nos últimos dias. Estima-se que, nesta semana, foram negociadas mais de 2,5 milhões de toneladas para a exportação, aproveitando as últimas altas em Chicago;

d) Problemas de navegabilidade nos rios da Amazônia brasileira e no Rio Paraná, que escoam grande parte da soja do país, provocando cautela nas ofertas dos exportadores, principalmente nas posições mais distantes, de outubro, novembro e dezembro. Isto poderá reduzir a oferta brasileira para estes meses, ou desviar para Santos e Paranaguá, mas a custos bem maiores.

FATORES DE BAIXA

a) exportações americanas decepcionantes: Nulo aporte ao mercado fez o relatório semanal sobre as exportações dos Estados Unidos, para o período de 21 a 27 de junho, dado que o USDA relevou vendas de soja 2023/2024 por 228.400 toneladas, abaixo das 282.900 toneladas do trabalho anterior, mas dentro do intervalo estimado pelos operadores, que foi de 190.000 a 600.000 toneladas. Com 66.500 toneladas, a China foi o principal destino. Em relação ao ciclo 2024/2025, foram relatadas operações de 150.300 toneladas, ligeiramente acima das 101.800 toneladas da semana anterior.

b) No Brasil, exportações maiores, para o período, pressionam Chicago, embora aumentem os prêmios: Não é habitual o Brasil ser o principal fornecedor de soja no segundo semestre. Mas, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) projetou as exportações brasileiras de soja durante o mês de julho em 9,49 milhões de toneladas, abaixo das 13,94 milhões de junho, mas acima das 8,64 milhões de toneladas de julho de 2023. As vendas de farelo de soja foram calculadas em 1,80 milhões de toneladas, abaixo das 1,98 milhões de junho e dos 2,13 milhões do sétimo mês do ano anterior;

c) Os prêmios de exportação do farelo brasileiro são os menores dos últimos 10 anos, o que não incentiva a exportação e faz aumentar os estoques do produto, comprometendo o preço a ser pago pelo grão, apesar da alta do óleo de soja;

d) Dólar em queda, no Brasil, pelo menos momentaneamente, reduz o preço final a ser pago aos produtores.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Equipe Mais Soja
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