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Três dicas para uma boa colheita de algodão

De acordo com relatório de acompanhamento de safra da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgado em junho de 2020, a produção da pluma está estimada em 2,89 milhões de toneladas, valor 3,9% superior à safra passada. A companhia reporta também que as condições climáticas estão favoráveis para o bom desenvolvimento da cultura na reta final.

Mas afinal, como aproveitar esse resultado em produtividade da melhor forma? Com certeza uma boa colheita é fator decisivo para que todo o rendimento da lavoura seja rentabilizado.

Conheça agora três dicas muito importantes de Bollgard para que a colheita do seu algodoeiro seja realizada com sucesso.

Boa desfolha para uma boa colheita de algodão

A 1ª dica é: realize uma boa desfolha para preparar a lavoura para a entrada das colhedoras.

A desfolha é a operação em que são aplicados produtos “desfolhantes e maturadores” no algodoeiro, para provocar a queda das folhas e acelerar a abertura das últimas maçãs fisiologicamente maduras. O objetivo é garantir a abertura mais uniforme dos capulhos, melhor rendimento na colheita e menos contaminantes nas plumas.

Para realizar uma desfolha com eficiência, cerca de 60% a 70% das maçãs precisam estar abertas nas plantas. Isso indica que as quatro últimas maçãs – localizadas acima do último capulho aberto – estão maduras fisiologicamente e prontas para receber a aplicação dos produtos.

A partir de sete a dez dias após a aplicação do desfolhante, as maçãs estão prontas para receber o maturador – acelerador de abertura de maçãs. As plantas ficam prontas para a colheita, de sete a oito dias após essa aplicação.

Os benefícios da desfolha do algodoeiro são:

  • Aumento na taxa de abertura das maçãs
    • Com a desfolha, as maçãs recebem mais radiação solar e desidratam mais rapidamente, o que faz com que mais maçãs se abram até a colheita.
  • Redução do apodrecimento de maçãs
    • Com mais acesso a luz e ar, as maçãs – principalmente do ponteiro e terço médio da planta – conseguem abrir mais rapidamente e uniformemente, junto com o restante da planta.
  • Melhoria na performance das colhedoras
    • Com lavouras mais uniformes, o maquinário rende mais, por não encontrar problemas com galhas ou matéria verde ao longo do percurso.
  • Preserva a qualidade de fibra
    • Com a área bem-desfolhada, evitamos a contaminação da pluma com pimentinhas, folhas secas e quebradiças, e ramos.

Adote uma logística adequada para a colheita de algodão

A cada dia que as plantas de algodão passam no campo após a desfolha, ocorre um percentual de perdas no peso da pluma e na qualidade das fibras. Sendo assim, a 2ª dica é: o produtor deve iniciar a operação de colheita o mais rápido possível, quando o algodoeiro apresentar 100% dos capulhos abertos.

No gráfico, visualizamos a queda de preço da fibra em relação ao atraso de colheita em duas regiões dos EUA.

Nessa época do ano o clima é seco – com baixas probabilidades de chuvas – e o algodão pronto para colher não pode ficar mais tempo que o necessário no campo. Por isso, antes mesmo de realizar a desfolha, é importante ter acesso a uma colhedora e dimensionar a capacidade de colheita do maquinário de acordo com o tamanho de área plantada.

A capacidade de colheita dos modelos de colhedoras mais utilizados é:

  • “Máquina de cesto”: de 8 a 12 hectares por dia.
  • “Máquina de rolinho”: de 25 a 30 hectares por dia.

Monitore a umidade das plumas: elas vão dizer a hora certa de iniciar a colheita de algodão

A 3ª dica é: a colheita pode começar quando o teor de umidade do algodão em capulho estiver inferior a 12% – esse indicador é importante para preservar a qualidade da fibra e facilitar o processamento na algodoeira.

Em situações em que a umidade estiver elevada e não for possível adiar a operação de colheita, o produto (algodão em caroço) não pode ser armazenado no campo por muito tempo e deve ser levado o quanto antes para a secagem, antes do descaroçamento.

Se existir possibilidade de chuvas na época planejada para a colheita, o mais indicado é antecipar a operação, mesmo que as plantas apresentem de 80% a 90% dos capulhos abertos. Dessa forma, é possível evitar problemas com a umidade e preservar a qualidade intrínseca dos capulhos abertos.

Agora, é só colher o algodão com tecnologia Bollgard

Depois dessas dicas, basta observar alguns detalhes e extrair o máximo de produtividade da lavoura. Veja os pontos de atenção:

  • Manejo de plantas daninhas
    • Quanto menos massa verde no campo, melhor é o rendimento da colhedora e menor é a contaminação da pluma.
  • Manejo de pragas
    • Insetos como pulgão (Aphis gossypii) e mosca-branca (Bemisia tabaci) podem danificar a qualidade da pluma e dificultar a comercialização.
  • Observar as perdas
    • As perdas na colheita devem ser de 5% a 15%, dependendo das condições da lavoura. Mais que isso pode significar falhas na operação.

Desejamos uma ótima colheita para todos os cotonicultores brasileiros, que superaram a produtividade da fibra da safra passada e estão se engajando na produção dessa matéria prima essencial para diversos mercados no Brasil e no mundo.

Fonte: Agro Bayer Brasil

Equipe Mais Soja
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