Em 2024, o agronegócio do estado de São Paulo empregou 4,34 milhões de pessoas, segundo apontam dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, calculados em parceria com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Esse contingente superou em 0,3% o do ano anterior. Diante disso, em 2024, o número de pessoas atuando no agronegócio paulista representou 15,3% da população ocupada no agronegócio brasileiro e 17,2% da população ocupada no estado.
Pesquisadores do Cepea indicam que o que chama atenção nos resultados desse estudo, que é inédito, é o perfil da população ocupada no agronegócio paulista: 54,7% eram trabalhadores com carteira assinada; 75,3% possuíam ensino médio ou superior; 60,1% eram homens.
A população ocupada no agronegócio paulista cresceu 4,6% entre 2012 e 2024 (embora apenas 0,3% entre 2023 e 2024), enquanto a população total do estado avançou 18,9% entre 2012 e 2024 (e 2,2% no biênio 2023-2024). Pesquisadores do Cepea relatam que, portanto, seja no médio prazo ou no último período analisado, o agronegócio perdeu espaço como empregador no total da economia do estado.
Dentro dos segmentos, entre 2012 e 2024, os comportamentos foram opostos. Nas indústrias de insumos, houve tendência de ampliação do mercado de trabalho. Também aumentou o número de produtores exclusivos de subsistência e o de trabalhadores dos agrosserviços. Na agropecuária, o número reduziu entre 2012 e 2014, e tem se mantido relativamente estável desde então. Na agroindústria, entre 2014 e 2020 a tendência foi de encolhimento do mercado de trabalho, mas tem sido observada recuperação desde então. Nos últimos dois casos, há queda na comparação 2012 x 2024.
CEPEA E FIESP
A partir do diagnóstico do mercado de trabalho do agronegócio paulista, esta parceria inaugura uma agenda de trabalho de médio prazo para subsidiar a atuação da Fiesp. Essa agenda inclui, por exemplo, a produção de estudos voltados à elevação da produtividade do trabalho, reconhecendo que a identificação das causas predominantes da queda observada é um diagnóstico essencial para orientar políticas de difusão tecnológica, modernização industrial e aumento da eficiência. De forma complementar, estudos sobre qualificação e alinhamento da mão de obra às cadeias dinâmicas do agronegócio paulista são fundamentais para direcionar a formulação de estratégias de formação profissional e de organização produtiva, que evitem o desalinhamento entre as competências dos trabalhadores e as habilidades efetivamente demandadas pelos empregos.
Fonte: Cepea




