A colheita se aproxima da conclusão, alcançando 95% da área cultivada. As operações avançaram de forma consistente na maior parte do período, favorecidas por intervalos de tempo firme e adequada trafegabilidade das áreas, embora as precipitações tenham provocado interrupções em 07/05, especialmente em terrenos de menor drenagem e áreas
de relevo mais restritivo.
As áreas remanescentes correspondem a lavouras de semeadura tardia ou de segunda safra, as quais estão majoritariamente em maturação ou maduras para colheita. Há também parcelas tardias ainda em enchimento de grãos, sobretudo em sistemas irrigados ou implantados após o período preferencial de semeadura, mas que não apresentam relevância estatística.
Observa-se elevada variabilidade produtiva entre regiões e ambientes de cultivo, refletindo principalmente a irregularidade da distribuição hídrica ao longo do ciclo, em especial durante as fases críticas de definição de rendimento. No período, foram observados problemas relacionados à desuniformidade de maturação e à maior presença de impurezas.
Em termos fitossanitários, as condições de elevada umidade favoreceram o aumento da incidência de doenças foliares e de percevejos em parte das áreas remanescentes, pois houve dificuldade em realizar pulverizações preventivas e de controle.
A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectare Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita está em finalização. Em Maçambará, 95% dos 55.000 hectares foram colhidos, e as produtividades seguem baixas nas áreas remanescentes de safrinha em razão do porte reduzido e do encurtamento do ciclo, decorrentes da implantação tardia. Em Alegrete, 80% dos 95.000 hectares foram colhidos, com produtividade média próxima de 2.100 kg/ha.
Em São Gabriel, diante da previsão de precipitações, os produtores realizaram a colheita, apesar de a umidade dos grãos estar acima de 18%, sendo registradas produtividades em torno de 2.500 kg/ha. Na Campanha, o rendimento operacional foi favorecido pela baixa umidade da palha e dos grãos, embora ainda haja áreas com excesso de umidade no solo e restrição de acesso às máquinas colhedoras. Em Hulha Negra, as melhores produtividades se aproximam de 2.700 kg/ha, mas, na maior parte das lavouras, varia entre 1.800 e 2.100 kg/ha.
Na de Caxias do Sul, a colheita foi concluída na região da Serra, e restam menos de 10% da área nos Campos de Cima da Serra. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 3.000 kg/ha, abaixo da expectativa inicial.
Na de Erechim, a colheita alcança 99% da área cultivada, e resta 1% maduro por colher. A produtividade média regional está aproximadamente em 3.700 kg/ha, variando entre 2.200
e 4.200 kg/ha, conforme o município. As cultivares de ciclo normal apresentaram melhor desempenho produtivo.
Na de Ijuí, a colheita evoluiu apenas 1% e atinge 95% da área cultivada, à espera da finalização do ciclo em lavouras remanescentes. A produtividade média está próxima de 3.000 kg/ha. As áreas de segundo cultivo apresentam bom desempenho produtivo, mas há aumento na incidência de doenças foliares em cultivos no final da fase de enchimento de grãos. Há baixa adoção de plantas de cobertura nas áreas após a colheita.
Na de Passo Fundo, a colheita está praticamente concluída; restam apenas áreas sem expressão estatística. A produtividade média está em torno de 3.500 kg/ha, mas há variações pontuais entre lavouras e microrregiões.
Na de Pelotas, 74% foram colhidos. A produtividade média regional continua em torno de 2.800 kg/ha. Em parte das áreas, mesmo antes da colheita, os produtores realizaram a semeadura antecipada de forrageiras de inverno, especialmente azevém, por meio de aviação agrícola e de drones.
Na de Santa Maria, em Tupanciretã, a colheita está tecnicamente encerrada nos 147.000 hectares cultivados, e a produtividade está estimada em 3.000 kg/ha. Na região, a produtividade média deverá se situar em torno de 2.900 kg/ha.
Na de Santa Rosa, 2% estão em enchimento de grãos, 8% maduros e 90% colhidos. A recorrência de chuvas dificultou a conclusão da colheita, especialmente em áreas baixas com elevada umidade do solo, ocasionando atolamentos e danos superficiais. Nas áreas implantadas em resteva de milho de sequeiro, intensificou-se a fase de maturação, e os cultivos irrigados ainda estão no estágio de enchimento de grãos. Algumas lavouras apresentam maturação desuniforme, demandando dessecação pré-colheita. Há elevada presença de percevejos nas áreas remanescentes.
Na de Soledade, no Alto da Serra do Botucaraí e Centro Serra, a colheita está praticamente concluída; restam apenas áreas pontuais de semeadura tardia. No Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita supera 97% da área. As chuvas, no final do período, interromperam temporariamente as operações. Há relatos frequentes de produtividades em torno de 3.600
kg/ha, mas a média regional deve ficar próxima de 3.000 kg/ha.
Comercialização (saca de 60 quilos)
A cotação média da soja passou de R$ 115,92 para R$ 114,52, reduzindo 1,21% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar
Fonte: Emater/RS




